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Variedade Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2023, 10:54 - A | A

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tecnologia

Rede de Inteligência Artificial do ICMC da USP participa da revisão da Estratégia Brasileira de uso da tecnologia.

Coordenador do IARA foi convidado para encontro no MCTI

Divulgação

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A rede de Inteligência Artificial Recriando Ambientes (IARA), sediada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e apoiada pelo CEPID-CeMEAI, esteve representada pelo seu coordenador e diretor do ICMC, André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, em uma reunião que ocorreu no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para dar início à revisão da Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA).

A EBIA tem por objetivo potencializar o desenvolvimento e a utilização da tecnologia para promover o avanço científico e solucionar problemas do país, identificando áreas prioritárias nas quais há maior potencial de obtenção de benefícios. Espera-se com a ação que a IA possa trazer ganhos na promoção da competitividade e no aumento da produtividade brasileira, na prestação de serviços públicos, na melhoria da qualidade de vida das pessoas e na redução das desigualdades sociais, entre outros.

O trabalho está focado no desenvolvimento de aplicações voltadas para o enfrentamento dos problemas em áreas como saúde, educação, agricultura, energia e transição energética. Outro objetivo é apoiar o desenvolvimento de soluções para atender as demandas e desafios do setor público, com a perspectiva de modernizar e aperfeiçoar os serviços oferecidos ao cidadão.

“Precisamos extrair todas as potencialidades da Inteligência Artificial para que ela seja uma ferramenta que impulsione o desenvolvimento nacional e contribua para que as bases industriais do nosso país estejam em condições de competir com o que há de mais avançado no mundo”, afirmou a ministra Luciana Santos, na cerimônia.

Segundo ela, a revisão da EBIA busca promover o desenvolvimento de uma cadeia produtiva relacionada à IA que dinamize a pesquisa e a inovação no país. “É preciso que a gente compreenda a transversalidade da Inteligência Artificial nos serviços e na indústria e o impacto que terá nas relações de produção”, apontou.

A rede IARA tem um papel importante na construção desses objetivos e, por esse motivo, foi convidada pelo governo federal para dar suporte científico nas ações que estão sendo implementadas.

“Quando elaboramos a proposta de uma rede de Pesquisa em Inteligência Artificial para Ambientes Inteligentes nos certificamos de ter ao nosso lado os melhores pesquisadores da área no país e criamos uma conexão com empresas que pudessem auxiliar na transferência tecnológica. A rede é financiada por órgãos públicos, incluindo o MCTI, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e Comitê Gestor da Internet (GCI.br). Gerar soluções que beneficiem a sociedade é a nossa resposta pela confiança depositada no trabalho que realizamos”, disse André.

A reunião em Brasília também contou com oficinas e os pesquisadores foram divididos em grupos de trabalho para estabelecer diretrizes para os seguintes temas: Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Tecnologias de IA, Mercado de trabalho e Empresas e aplicações de IA.

O processo de revisão da EBIA deve ser concluído até maio de 2024. “Houve muita sinergia com representantes de outros centros de IA referência no país, pesquisadores, empreendedores e gestores públicos da área. Estamos felizes por fazer parte deste momento histórico para o Brasil do Futuro, ter o ICMC como uma referência para debater aspectos como criação de tecnologias, uso, regulação e aplicação de IA no país e exterior”, finalizou André.

 

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI, com informações do MCTI

 




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