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Cuiabá, 14 de Julho de 2024.

Palavra de Profissional Domingo, 21 de Janeiro de 2024, 20:58 - A | A

Domingo, 21 de Janeiro de 2024, 20h:58 - A | A

Transtorno

Yasmin Brunet: especialista explica que transtornos alimentares são muito mais emocionais do que fisiológicos

Divulgação

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A modelo Yasmin Brunet, participante do BBB 24, revelou no programa que sofre de "questões alimentares" e, por estar ansiosa, tem descontado na comida. Consultamos o psiquiatra das celebridades,
Higor Caldato (@drhigorcaldato), psiquiatra e sócio do Instituto Nutrindo Ideais (@nutrindoideais), especialista em psicoterapias e transtornos alimentares para saber sobre o caso.

Ele explica, que a compulsão alimentar não é motivada pela fome fisiológica, e sim motivada por questões emocionais. “A comida pode funcionar como uma maneira imediata de encontrar prazer e portanto, reduzir ou disfarçar momentaneamente os sintomas de ansiedade. O alimento estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor que faz parte do sistema de recompensa, trazendo uma sensação de bem-estar para a pessoa”, disse ele em entrevista à revista Marie Claire

 

Compreendendo o transtorno da compulsão alimentar 

 

O episódio de compulsão alimentar se refere a ingestão de uma quantidade de comida muito maior do que a maioria das pessoas comeria em um intervalo de tempo de aproximadamente duas horas naquela mesma circunstância, com a sensação de falta de controle, não conseguindo evitar ou parar de comer. 

 

Caldato diz que além dos sintomas referidos acima, a pessoa geralmente come até ficar extremamente cheia, pode passar mal, come escondido com vergonha da quantidade de comida que está ingerindo, come mais rapidamente do que o normal e principalmente, há presença de pensamentos depressivos e ansiosos.

 

Os casos podem ser espontâneos ou planejados. Nenhuma compensação está envolvida, mas o jejum esporádico ou a repetição de dietas podem estar envolvidos como motivadores para o desenvolvimento dos episódios compulsivos.

 

O transtorno de compulsão alimentar é normalmente diagnosticado quando episódios de compulsão alimentar ocorrem, em média, pelo menos uma vez por semana durante três meses. Mas mesmo com menor frequência, esses episódios devem ser considerados e tratados, pois já sinalizam uma relação transtornada com a alimentação.

 

O tratamento deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, com experiência em casos do tipo, com abordagens psicoterápicas, monitoramento físico, abordagem nutricional e uso de medicamentos para casos analisados individualmente.

 




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