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Cuiabá, 20 de Maio de 2024.

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Maria Fernanda Cândido estrela capa e recheio da nova edição da revista Cidade Jardim

Atriz que recebeu ontem o prêmio de Melhor Interpretação no BAFICI - principal festival de cinema independente do mundo, foi fotografada perto da torre Eiffel e nas ruas de Paris, onde vive com a família desde 2017

Divulgação

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Um fenômeno do Brasil para o mundo, Maria Fernanda Cândido está na capa e no recheio da mais nova edição da revista Cidade Jardim. Ela causou furor nas redes ao fazer uma participação no remake da novela “Renascer” da TV Globo e, mais recentemente, também no circuito de cinema de arte, como a protagonista da adaptação de “A Paixão Segunda G.H.”, de Clarice Lispector, filme pelo qual vem recebendo elogios da crítica especializada.

Nesta edição, Maria Fernanda surge ultrachique, com peças elegantes e clássicas, uma das tendências do momento na moda. O cenário são pontos icônicos de Paris, com a Torre Eiffel ao fundo ou nas ruas da cidade em que vive com o marido e os dois filhos desde 2017 e de onde vem ganhando projeção no cinema internacional.

Desde a mudança para a Europa, emplacou participações em seis produções internacionais, incluindo o britânico “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, da franquia de Harry Potter. “Não teve planejamento. Cheguei aqui e não conhecia ninguém. Vim para ter uma rotina de dona de casa, mãe de dois filhos”, conta em entrevista à jornalista Luciana Franca.

Na conversa, ela conta mais disso e de outros assuntos, como as coisas simples e rotineiras da vida, que ama fazer: cinema, literatura e poesia, paixões desde a juventude. Também aborda sua discreta relação com as redes sociais, os desafios de criar os filhos, a condição de “estrangeira” e sua relação com a moda. Confira alguns destaques a seguir.

Divulgação

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 FOTOS – REVISTA CIDADE JARDIM

Fotos RICARDO ABRAHÃO

Edição de moda PATRICIA TREMBLAIS

Beleza ALAN LEAL e ERICA MONTEIRO 

 

SOBRE SER ESTRANGEIRA

“Não sou francesa, moro aqui, falo a língua, procuro me integrar, mas sou uma estrangeira. É diferente. Acho que esse exercício de pensar em quem são os estrangeiros que estão fazendo coisas no nosso cinema, teatro e televisão é ideal para a gente entender que não é uma coisa óbvia. É desafiador e fascinante ao mesmo tempo, porque tenho a oportunidade de aprender muito.”

 

SOBRE OS DESAFIOS DE “G.H.”

“Para um filme como esse, você precisa de uma vida, de experiência, de vivência. Um ponto importante é que é um antifilme, é a anti-interpretação porque, como atriz, você constrói personas que tira da própria vida e que vai reproduzir. Porém, a G.H. é uma personagem que passa por uma despersonalização, por uma via-crúcis em que vai tirando todas as máscaras. Eu nunca tinha feito isso.”

 

SOBRE SUAS PAIXÕES

“Tenho paixão pelo cinema, pela literatura, pela poesia, e isso me acompanha desde pequena. Essa sou eu, é o que me move. Encontro muito prazer nas artes, na própria produção cultural das sociedades.”

 

SOBRE PARIS

“Paris tem uma efervescência cultural muito grande e gosto de ir às exposições, aos museus, ao cinema. E tenho sempre uma leitura. Agora quero voltar a me dedicar à atividade física, voltar à dança. Gosto de dança de salão, de flamenco, gosto de estar sempre fazendo alguma coisa.”

 

SOBRE SER MÃE DE MENINOS

“O desafio é ensinar que a vida não se baseia só em competição. Que a aceitação das nossas vulnerabilidades e das dos outros pode ser uma grande alternativa para a existência humana. Gostaria que eles soubessem que o sentido da vida, desde tarefas domésticas simples até a organização de uma cidade ou de um país, passa por essas grandes decisões sobre temas como as mudanças climáticas, a sustentabilidade, por pensar o mundo como um grande coletivo. Espero que eles descubram a grande alegria da empatia e da conexão verdadeira com o outro. Se eu conseguir ensinar isso, ou parte disso, já ficarei feliz.

 
 



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