Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 22-10-2021 às 20:41

Apresentadora de televisão assassinada pelo marido no Distrito Federal choca advogada ativista pelo Direito da Mulher

Evelyne Ogawa, 38 anos, foi enforcada com um fio elétrico no último final de semana de março, o mês da mulher

Evelyne Ogawa Teve os sonhos interrompidos, mais uma vítima de violência contra a mulher | Creditos: Arquivo pessoal

E a violência contra as mulheres neste País, segue ceifando vidas!
Todos os dias Mulheres são  vitimas do machismo e da misoginia. E o poder publico assiste, inerte, essas cenas dantescas e de horror!
Isso tem que parar!
Esta barbárie choca, mas não surpreende quem acompanha a situação real de violência contra as mulheres no DF e no Brasil, cujos números não deixam dúvidas do aumento cruel e aterrador. 
A Lei Maria da Penha, em vigor há quase  15 anos, foi elaborada para conter, prevenir e assistir às mulheres vítimas de violência doméstica. Desde então, ficou decretado que esse tipo de crime é responsabilidade do Estado brasileiro, e não mais simplesmente uma questão familiar.
Portanto, cabe ao Estado a defesa e garantia dos Direitos Humanos das Mulheres, e, quando tais  Direitos são violados, também é, o Estado, o responsável pela manutenção desta situação violadora!
Compartilhando com vocês a minha tristeza, a minha dor e um sentimento horrível de que tudo que fazemos não está sendo bastante o suficiente para frear a fúria e a violência praticada contra nós, Mulheres, tenho a tristeza de informar mais um feminicidio ocorrido na região administrativa de Samambaia - DF

Evelyne Ogawa, 38 anos, uma mulher linda, jovem, cheia de planos... tudo isso foi, inexoravelmente, rompido e dela retirado!
Evelyne era apresentadora de televisão, radialista, assessora artística e produtora, foi barbaramente assassinada por seu marido, Vinícius Fernando Silva Camargo, de 30 anos, enforcada com um fio elétrico na noite desta  sexta, dia 26 de março, justamente no mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher.
Segundo informações veiculadas na imprensa local, o feminicida tem um longo histórico de violência: ele possui passagens por crimes de lesão corporal, vias de fato, injúria, uso de documento falso e infração á  Lei Maria da Penha.
A nossa luta é combater a violência contra a mulher em todas as suas formas. 
Neste momento de pandemia pela COVID-19, o quadro da violência doméstica se faz ainda mais presente nos milhares de lares brasileiros, por isso reiteramos a importância da denúncia e do compromisso do Estado em coibir, prevenir e enfrentar essa Violência!
Segundo o Mapa da Violência contra a Mulher, 13 mulheres são assassinadas, diariamente, no Brasil. Não podemos aceitar esta revoltante realidade!
Não aguentamos mais tanto ódio, tanta violência!
Pugnamos e exigimos políticas públicas que assistam, acolham e priorizem nossas vidas

O que nós queremos : VIVER
O que nós exigimos: VIVER LIVRES DE TODA VIOLÊNCIA E OPRESSÃO

 

* Lucia Bessa é advogada militante, especializada em Direito das Mulheres. Representa a ABMCJ – Associação de Mulheres de Carreira Jurídica, como Conselheira Titular, no Conselho de Direitos da Mulher do DF, é presidente da Comissão de Combate a Violência Familiar, da Subseção OAB Taguatinga.

 

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