Jornal Rosa Choque
Publicidade

Cuiabá - MT, 11-04-2021 às 06:22

Influencer mulçumana luta contra a intolerância nas redes

A influenciadora muçulmana Mariam Chami chamou a atenção na internet ao responder uma piada de mau gosto feita por outra influenciadora, a Lara Silva.

A ideia de Mariam Chami é mostrar como que o dia a dia de uma pessoa do islã é normal como o de qualquer religião | Creditos: Divulgação

A influenciadora muçulmana Mariam Chami chamou a atenção na internet, neste ano, ao responder uma piada de mau gosto feita por outra influenciadora, a Lara Silva.

Silva publicou em seus stories um vídeo em que estava na praia. Em um dado momento, uma outra amiga dela, colocou um lenço na cabeça e Lara disse para a amiga que ela estava estranha: "Olha lá, começou a esquisita, a muçulmana, a estranha". A atitude da influencer, que tem mais de oito milhões de seguidores, não agradou nem mesmo o seu público, que começou a marcar Mariam para que ela visse a postagem e se posicionasse.

Mariam rebateu dizendo que intolerância religiosa é crime e que estranha foi a fala de Lara como influenciadora perante aos seus 8 milhões de seguidores, e que ela deve ter mais responsabilidade nas suas falas. Após a grande repercussão, Lara apagou o vídeo de seu instagram.

As "piadas" podem ser um estopim para casos de agressões, principalmente quando vêm se pessoas públicas como foi o caso da influenciadora Lara Silva. Muitas vezes pode soar como engraçado e sem fazer o mal, mas depois dos adeptos das religiões de matriz africana, os seguidores do islã são os que mais sofrem com a intolerância religiosa no Brasil, Apenas no estado do Rio de janeiro, pelo menos uma denúncia é recebida oficialmente todos os meses.

Um exemplo disso é a aeromoça Ana Cláudia Mascarenhas, 43 anos, que levou um soco de um homem após ser xingada de terrorista em pleno centro do Rio de Janeiro. Em entrevista para a Agência Brasil, ela relatou o ocorrido: “Fui fazer exame médico e notei que uma pessoa me seguia. Ele parou atrás de mim, começou a me xingar e a dizer que odiava terroristas. Fiquei quieta, pois não sou terrorista. Quando o sinal abriu, ele me puxou pelo braço, repetiu que odiava terrorista e me deu um soco no rosto. Saí correndo como louca, sem olhar para trás. Se às 7h, com toda aquela gente na rua, ele fez isso, não gosto de imaginar o que faria se eu reagisse ou respondesse”, afirmou Ana Cláudia.

 A Lei 7.716, de 1989, protege fiéis de todas as crenças, prevendo cadeia para quem cometer crimes de intolerância religiosa, mas nem sempre a vítima acaba denunciando o agressor.

A ideia de Mariam é mostrar como que o dia a dia de uma pessoa do islã é normal como o de qualquer religião, respondendo, inclusive, curiosidades que as pessoas possam ter sobre a religião.

Deixe seu comentário!

O Jornal Rosa Choque não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.

Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Todos os campos marcados com é de preencimento obrigatório.