Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 15-05-2021 às 07:17

Cinco doenças físicas e mentais que a má higiene bucal pode causar

De acordo com a Associação Brasileira de Odontologia, menos de 22% dos adultos têm as gengivas totalmente saudáveis. Além disso, mais de 90% da população mundial irá sofrer alguma forma de doença bucal em suas vidas.

Quando a saúde bucal está deficiente, pode interferir em várias funções do organismo e deixá-lo vulnerável a uma série de doenças | Creditos: Pixabay

“Quando a saúde bucal está deficiente, pode interferir em várias funções do organismo e deixá-lo vulnerável a uma série de doenças, que vão muito além da cárie. Isso porque boa parte das bactérias do organismo humano estão presentes na boca. No entanto, quando negligenciamos os cuidados com a saúde bucal, essas bactérias podem se proliferar e migrar para outros órgãos, por meio da corrente sanguínea, comprometendo a saúde em geral”, explica a Dra. Maria Geovânia Ferreira, dentista, membro da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE) e da Sociedade Brasileira de Toxina Botulínica e Implantes Faciais na Odontologia (SBTI).

Confira 5 doenças que podem ser geradas pela falta de higiene bucal:

Endocardite bacteriana

Um dos problemas mais sérios originados da má higiene bucal, a endocardite bacteriana é uma infecção que afeta diretamente o coração, podendo ser fatal. “A infecção causada pelas bactérias bucais pode entrar no sistema sanguíneo por um simples sangramento na boca e atingir válvulas ou tecidos, causando danos ao revestimento interno do coração, sendo um agravante para doenças cardíacas”, diz Maria Geovânia.

Sendo assim, pacientes portadores ou com predisposição a problemas no coração devem consultar o médico e o dentista regularmente e tomar cuidados extras na higiene bucal diária.

Pneumonia e artrite reumática

Seguindo o mesmo processo de infecção da endocardite, as bactérias da boca podem chegar a outros órgãos, como os pulmões e as articulações, causando infecções como pneumonia e artrite reumática. “O mais preocupante é que essas bactérias não são naturalmente encontradas nessas regiões. Dessa forma, elas não encontram resistência natural e, por isso, o tratamento pode ser mais complexo”, alerta a especialista.

Parto prematuro

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Nova York, a bactéria bucal actinomyces pode estimular as contrações uterinas e a dilatação do colo do útero, antecipando o trabalho de parto. A pesquisa mostra que a bactéria pode antecipar em dois dias o parto e reduzir em 60 gramas o peso do bebê.

Ou seja, além de todos os cuidados que a mulher deve ter durante a gestação, o pré-natal odontológico é extremamente importante. Isso porque ocorre uma grande elevação hormonal durante a gravidez, que deixa as gengivas das mulheres grávidas mais suscetíveis a inflamações. Além disso, náuseas e enjoos constantes podem dificultar a higienização oral adequada, aumentando o risco de doenças periodontais.

Diabetes

A diabetes aumenta a propensão para o desenvolvimento de doenças periodontais e inflamações na gengiva, além de outros problemas de saúde bucal, como feridas, perda óssea ao redor dos dentes e boca seca. “Ao mesmo tempo, as doenças periodontais podem agravar o diabetes, criando um ciclo muito perigoso para a saúde geral desses pacientes. Por isso, pessoas que têm diabetes devem ter um cuidado ainda maior com a higiene bucal e manter os índices de glicemia controlados”, frisa a dentista Maria Geovânia.

Ansiedade/estresse

O bruxismo é um dos exemplos da relação saúde mental e bucal. Trata-se de uma disfunção que gera o apertamento ou ranger dos dentes, causada pelos músculos da mastigação. As consequências são lesões orofaciais, desgastes dentários, distúrbios da Articulação Temporomandibular (ATM) e dor muscular.

“A principal causa do bruxismo são problemas psicológicos, especialmente a ansiedade. Quando a ATM sofre algum tipo de alteração, é classificada como Disfunção da Articulação Temporomandibular (DTM). Os principais sintomas são mandíbula estalando, dores de cabeça frequentes e até mesmo problemas na coluna e dificuldade para abrir e fechar a boca. Pessoas com quadros de ansiedade crônica e depressão são aquelas que mais sofrem com a DTM”, relata Maria Geovânia.

Segundo a especialista, o estresse em excesso estimula o organismo a liberar mais toxinas pelo corpo. Essas toxinas, por sua vez, podem afetar os rins, o intestino e outros órgãos, incluindo a cavidade bucal. “Estresse também significa que nosso organismo está liberando mais hormônio cortisol, essencial para manter nosso corpo em atividade e, por isso, é liberado em maior quantidade pela manhã. Porém, em excesso, o cortisol pode causar desequilíbrios no organismo”.

De acordo com a especialista, é importante ficar atento aos sinais, principalmente quem se encaixa nos quadros citados. “Caso você tenha dores na região da face e na cavidade bucal, procure seu dentista imediatamente. Se os problemas tiverem relação com a saúde mental ou física, um tratamento multidisciplinar deverá ser indicado”, finaliza Maria Geovânia.

 

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