Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 02-12-2020 às 01:55

O despertar dos jovens à monetização nas plataformas digitais

Especialista deixa claro que os jovens precisam ter seus interesses despertados para habilidades cognitiva, técnica e interpessoais com o objetivo da aquisição de novos conhecimentos tecnológicos.

As plataformas são facilitadoras no relacionamento e promovem experiências ágeis com o cliente. | Creditos: Pixabay

Como educadora e mãe conheço de perto os desafios para inserção social e empreendedora dos jovens na contemporaneidade. Ao refletir acerca da temática, fiz a intersecção entre a economia criativa, os jovens e o empreendedorismo por meio das plataformas digitais.

Às experiências digitais, virtuais e remotas propiciadas recentemente à humanidade para a maioria dos jovens compõe seu “modus operandi” cultural. Tanto com ônus quanto com bônus da situação.

É comum presenciar horas e mais horas de meninos e meninas conectados à internet. Bem como, criancinhas que desde os aninhos iniciais já escolhem seus vídeos no YouTube e possuem seus smartphones. A situação requer enfrentamento com perspicácia.

 A sinalização de alguns teóricos ao indicarem à criatividade e às novas tecnologias como matérias-primas da Economia Criativa (DRUCKER, 1993 e REIS, 2008), trata-se de um sinal de esperança.

Uma saída inteligente pode acontecer ao direcionarmos as percepções dos nossos jovens para além do consumo de conteúdo. Mas, incentivá-los à produção de conteúdo e sua monetização através da internet. E, chegou a hora da tradicional pergunta: como assim?

Além de buscarmos educar nossos filhos para profissões tradicionais como médicos, engenheiros, arquitetos, fisioterapeutas, talvez seja uma alternativa paralelamente inserir esses jovens ao conhecimento das novas tecnologias. A exemplo de criar uma boa arte, produzir e editar um vídeo, escrever um texto persuasivo para ofertar algum produto, desenvolver a criação de um site e/ou inserir conteúdo nas redes sociais.

As plataformas digitais são modelos de negócios que permitem a conexão entre produtores e consumidores, interagindo entre si e gerando negócio, através delas muitas companhias estão direcionando valiosos diferenciais competitivos no mercado. As plataformas são facilitadoras no relacionamento e promovem experiências ágeis com o cliente. E como o jovem pode empreender nesse universo tecnológico, digital e virtual? A resposta perpassa pela educação, por meio do conhecimento e aprendizagem das novas ferramentas.

 Mas, ainda podemos fazer algumas reflexões norteadoras: qual é a imagem digital do jovem (aluno, filho) hoje? Quais plataformas de relacionamento ele está inserido? Quais são os conteúdos que são reverberados por ele?

Com novos formatos de monetização, novos ofícios também vieram juntos. É oportuno despertar interesse do jovem para habilidades cognitiva, técnica e interpessoais com o objetivo da aquisição de novos conhecimentos tecnológicos.

Por fim, o jovem ao passar a produzir conteúdo direcionará sua atuação em novas frentes de trabalho, e as mesmas horas e horas dispensadas à internet podem servir para sua monetização por meio do design, social media, web design, influencer, edição de editorial, copywriter, tráfego e/ou lançamentos de produtos digitais.

Ana Eliza Lucialdo é professora mestra com pesquisa em economia criativa (ECCO/UFMT), em Políticas Públicas pela Universitat de Girona (Espanha), MBA em Comunicação e Marketing. É palestrante e consultora de estratégia e negócios digitais filiada a BPW Cuiabá e ao PMI-MT. Instagram e LinkedIn: anaelizalucialdo

 

 

 

 

 

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