Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 02-12-2020 às 02:32

Muito além do outubro rosa: cuidados rotineiros com a saúde da mulher.

São tantas expectativas a satisfazer que a mulher pode entrar em um ciclo vicioso onde se descuida do principal: dela mesma.

Outubro é o mês que se concentra o maior cuidado com a saúde da mulher, mas a prevenção deve ser rotineira | Creditos: Divulgação

Geralmente a saúde feminina entra na pauta das discussões em março, por causa do Dia Internacional da Mulher, e em outubro, com o foco na prevenção do câncer de mama. No entanto, os cuidados gerais devem ser adotados todos os dias – desde a prevenção ao monitoramento, se assim for necessário.

Portanto, devem ser respeitados o calendário de consultas rotineiras e as baterias de exames – sem ficar esperando o “empurrão” das mobilizações ou campanhas anuais. E nada de usar a idade como desculpa. As mudanças corporais da infância para a adolescência, os cuidados na fase adulta e a entrada na menopausa possuem demandas específicas que não podem ser desconsideradas.

O mais importante: as pacientes devem colocar as orientações que receberam dos especialistas em prática. Pouco adianta investir tempo e dinheiro em consultas e procedimentos, sem implantar no dia a dia a correção e a mudança dos pontos problemáticos identificados.

Saúde mental

As mulheres geralmente estão assoberbadas com a dupla ou tripla jornada. E com a pandemia, muitas foram restritas ao ambiente de casa – buscando equilibrar a produtividade no trabalho remoto, o cuidado com filhos e a responsabilidade pelos serviços domésticos.

São tantas expectativas a satisfazer que a mulher pode entrar em um ciclo vicioso onde se descuida do principal: dela mesma.

É um cenário perfeito para quadros de estresse crônico, ansiedade e depressão. Desta forma, deve ignorar o preconceito sobre o tema e procurar atendimento especializado: seja o psicólogo ou o psiquiatra. Nem todos os casos exigem medicação e, aqueles em que for necessário, basta seguir a receita e comunicar com clareza ao profissional sobre os efeitos.

Exames de rotina

Quando se fala neste aspecto, a tendência é só pensar na maratona do preventivo, da mamografia e de ultrassons solicitados pelo(a) médico ginecologista.

Sim, o cuidado com o aparelho reprodutor é importante, mas há mais a se fazer. Uma visita ao oftalmologista deve entrar na lista, mesmo para quem não usa óculos e não reclama de dificuldades. Quem tem histórico familiar, pode monitorar o aparecimento do glaucoma, por exemplo, que é silencioso e só costuma ser percebido quando já comprometeu a visão.

Cardiologista e endocrinologista também são encontros necessários para checar se está tudo bem. Em hipótese alguma deve se desconsiderar o dentista, porque algumas infecções que começam na boca podem atingir outros órgãos.

Hábitos preventivos

Conhecer o próprio corpo é fundamental e um bom hábito preventivo. A própria mulher fica apta a perceber quando surge algo diferente, que mereça atenção de um especialista. No entanto, por questões sociais, isso ainda é considerado um tabu. A desinformação ou o medo podem atrapalhar no atendimento imediato de situações simples ou mais complicadas.

Há outra medida preventiva em que não pode haver descuido: proteger-se nas relações sexuais. Usar a camisinha feminina não exime o parceiro de usar preservativo. Além de evitar a gravidez, protege a mulher das infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, gonorreia, HPV, hepatite B, entre outras causadas por microorganismos, vírus e bactérias, além do HIV.

A mulher deve poder planejar quando e se quer ter filhos. Portanto, é importante se informar com o ginecologista qual dos métodos contraceptivos é o mais adequado para ela.

Uma rotina saudável

A alimentação balanceada é ponto-chave, por trazer várias consequências boas para a própria pessoa. Evitar a ingestão de processados, gorduras e açúcar, o consumo exagerado de álcool e sal, além de prevenir, contribui para amenizar quadros já existentes, como a hipertensão e o sobrepeso. A mulher também deve buscar horários certos para comer e evitar pular refeições.

Para concluir, é necessário dormir bem. Garantir que o sono seja de qualidade, permitindo o descanso adequado ao corpo e à mente. No entanto, não basta apenas dormir e comer bem, mas ficar parada. Para superar o sedentarismo, é necessário passar por um clínico geral, obter as indicações de quais atividades físicas são mais adequadas e levá-la a sério: seja caminhada, academia, dança, natação, pilates.

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