Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 25-10-2020 às 23:18

A economia criativa e o novo formato de gerar riqueza

Ana Eliza Lucialdo a partir de hoje passa a ser colabora semanal do Portal RCQ. Leia o artigo sobre economia criativa e veja como o tema é agregador. Diante do cenário atual que traz um novo formato de monetização, enxergue outras possibilidades.

Todo negócio, produto, atividades e inclusive até mesmo as carreiras, que se utilizem da criatividade, da imaginação e do capital intelectual, para a determinação de seus valores, se inserem no contexto de uma economia baseada no simbólico. | Creditos: PixaBay - Alexandr Ivanov

Por Ana Eliza Lucialdo

Antes do mundo ter parado, já era possível afirmar que a humanidade apreciava uma transformação acerca dos bens que monetizam e geram riquezas. Devido ao crescimento acelerado e contínuo das novas tecnologias e a disseminação do conhecimento, a moeda ganhou novo formato.

A forma de se capitalizar do final do século passado foi alterada, isso antes do assolamento promovido pela pandemia, COVID-19. O que gerava riqueza somente por meio dos recursos principais como o capital, a terra e o trabalho abriu oportunidade para a monetização por meio do conhecimento, a tecnologia e a criatividade, por meios simbólico.

E os teóricos e estudiosos da atualidade sinalizam que a economia contemporânea, a economia criativa, permite a geração de riqueza por meio de bens imateriais. O que antes tinha como exemplo de fonte para geração de riqueza baseada no petróleo, minerais e plantações, abre-se para bens intangíveis como a uma empresa de carroque não tem nenhum carro em sua frota, os aplicativos de carro, ou uma rede de hotéis que oferece hospedagem, mas não tem nenhum hotel construído, como a Airbnb (serviço online comunitário para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações e meios de hospedagem).

Portanto, a importância dos fatores imateriais na economia atual é um dos principais insumos para o desenvolvimento, de acordo com Xavier Greffe em Economia Artisticamente Criativa (2015), a criatividade, da mesma forma das ideias, são molas propulsoras para essa economia intangível.

Com isso, todo negócio, produto, atividades e inclusive até mesmo as carreiras, que se utilizem da criatividade, da imaginação e do capital intelectual, para a determinação de seus valores, se inserem no contexto de uma economia baseada no simbólico.

E aí, a pergunta que naturalmente fazemos é: como sobreviver ao cenário pós-pandemia? Aproveite o novo formato de monetização, invista em sua reinvenção já que o insumo da nova economia é a criatividade, busque soluções, não pare no problema, por meio do conhecimento, da informação, vamos encontrar um caminho para a resposta.

Ana Eliza Lucialdo é professora, palestrante consultora de estratégia e negócios digitais. Mestre com pesquisa em economia criativa (ECCO/UFMT), em Políticas Públicas pela Universitat de Girona (Espanha), MBA em Comunicação e Marketing. É filiada a BPW Cuiabá e ao PMI-MT.

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Benedito Libânio Neto . 02-10-2020 05:27hs

Parabéns Ana Eliza Lucialdo, por despertar o desenvolvimento da Economia Criativa, ela é uma grande oportunidade para geração de renda, e o Brasil tem um enorme potencial, que é a diversidade cultural e criativa do seu povo.