Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 21-10-2020 às 17:41

Suicídio: viver é sempre a melhor opção

Prevenção de acolhimento a dor humana precisa ser levada adiante diariamente

| Creditos: Douglas Jacó

Precisamos falar sobre o suicídio. O fato de o suicídio ser um assunto tabu em nossa sociedade, impede que muitas pessoas tenham acesso à informações valiosas que poderiam preservar sua vida. A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo segundo os dados divulgados em 2014 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A campanha Setembro Amarelo foi criada em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria),  a qual visa a prevenção do suicídio, através da conscientização, conversando sobre o tema de forma responsável e adequada, possibilitando que as pessoas tenham acesso a recursos de prevenção. 

A extinção de falas como “é falta de Deus no coração”, “é só pensar positivo”, “mantenha-se ativo e ocupado que você vai melhorar”, é urgente, precisamos eliminar a vergonha e os preconceitos associados a esse tema que hoje é um problema mundial de saúde pública. Transtorno mental tem tratamento, precisamos construir juntos a não invalidação do sofrimento psíquico de alguém, não menosprezar a dor de alguém. Segundo a OMS estima-se que 90% dos suicídios poderiam ser prevenidos com intervenções adequadas, então essa ajuda inicial pode vir de um amigo, parente, colega de trabalho, mas é necessário que essa pessoa seja atendida por uma equipe multiprofissional com psicoterapia, psiquiatria e o suporte de sua rede de apoio.      

Essa prevenção de acolhimento a dor humana precisa ser levada adiante diariamente, a campanha atenta para a necessidade de sabermos reconhecer os sinais de alerta em nós mesmos e nas pessoas próximas, estes indicativos são apresentados quando a pessoa tem o intento em tirar a própria vida, a qual tem origem multifatorial, ou seja, psicológica, biológica, genética, cultural e socioambiental.

Alguns dos comportamentos e sinais mais comuns que são alertas e ao serem reconhecidos precisam de cuidados e da busca por serviços de suporte, são: mudança abrupta de comportamento, como quando a pessoa é muito expansiva e começa a se retrair, expressar sentimentos de desesperança, insegurança e desespero, isolamento do contato social, uso abusivo de álcool e drogas, expressões de ideias ou de intenções suicidas. Estes comportamentos ocorrem como resposta a situações em que a pessoa sente-se em desespero e não consegue vislumbrar solução e esse pedido de ajuda (verbal ou comportamental) precisa de amparo.

Essa inciativa nos convida a agir mais, resgatar a esperança, oferecer espaços de hospitalidade e acolhimento, ouvir com empatia, ajudar a pessoa em sofrimento a encontrar locais e profissionais que possam auxiliar, ou seja, sermos agentes atuantes de afeto em detrimento da vida.

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