Jornal Rosa Choque
Publicidade

Cuiabá - MT, 21-09-2020 às 09:12

Reforço vacinal nos pets é importante?

Dra. Meire Silva, coordenadora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de João Pessoa, orienta sobre a importância de uma carteirinha de vacinação em dia e uma boa alimentação

Segundo a professora Dra. Meire Silva, coordenadora  do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, existem doenças que podem afetar os humanos, como leishmaniose, raiva e leptospiroses. “ | Creditos: Canva

Anualmente, cães e gatos recebem a vacina antirrábica, indispensável contra a raiva. Mas é de igual importância o primeiro reforço anual de outras vacinas, como as polivalentes, necessárias contra doenças que podem ser fatais ou deixar sequelas, como cinomose e parvovirose, comuns em cães. 

Segundo a professora Dra. Meire Silva, coordenadora  do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de João Pessoa – Unipê, existem doenças que podem afetar os humanos, como leishmaniose, raiva e leptospiroses. “Já existem vacinas que protegem exclusivamente contra leptospirose”, relata. 

A leishmaniose acomete várias espécies. No Brasil, a transmissão mais comum é pelo mosquito palha: a fêmea ao se alimentar do sangue de um mamífero infectado se contamina; depois, caso pique outro animal ou humano sadios para se alimentar, ela transmitirá o protozoário da leishmania. A leishmaniose visceral canina não tem cura e o tratamento consiste em diminuir a carga de parasitas no organismo e, assim, reduzir sinais clínicos. O acompanhamento do médico veterinário é para o resto da vida. Repelentes e vacinação evitam que o cão se infecte – a vacina tem proteção individual de até 96%, podendo ser feita a partir do quarto mês de vida do pet. 

“Para o animal estar com sua imunidade ativa ele precisa ter concluído todo seu calendário de vacinação e é muito importante que essa imunidade seja mantida com os reforços anuais”, frisa. Antes de iniciar a vacinação, seu pet deve estar vermifugado e não pode apresentar sinais de nenhuma doença. Esses cuidados ajudarão na resposta adequada da vacina. O médico veterinário é o profissional indicado para avaliar, indicar e administrar as doses, formulando um calendário vacinal – se não for cumprido, deverá ser totalmente refeito. 

Os pets resgatados devem passar por análise clínica das principais doenças que têm prevenção vacinal – se não houver anticorpos para elas, poderão ser vacinados. Pets adultos nunca vacinados ou filhotes que passaram do período indicado para vacinação precisarão de duas doses das polivalentes e uma da antirrábica anual. Já para os idosos, o especialista precisa avaliar e verificar quais vacinas serão indicadas.  

Importante destacar que se as vacinas estão atrasadas, o recomendado é evitar passeios. Já os filhotes não devem ir à rua ou ter contato com outros animais antes de ser vacinados: seu sistema imunológico não está totalmente ativo, então podem contrair doenças, explica a Dra. Meire. Para cães, há a V6, V8 ou V10. Evite administrar a V6 ou V8 junto com a antirrábica: isso reduz reações adversas. A V8 ou V10 são indicadas a partir das seis primeiras semanas de vida.  

A V10 previne contra: cinomose, hepatite infecciosa, doenças respiratórias, parainfluenza, coronavirose, parvovirose e leptospiroses. Ela tem duas leptospiras a mais do que a V8, que acometem mais animais silvestres e resultam em doença branda que pouco ocorre no Brasil. “São as mais ‘alergênicas’ das vacinas, em função da presença de adjuvantes, substâncias que ‘irritam’ o sistema imunológico para potencializar a produção de anticorpos”, conta Dra. Meire. 

Já para gatos, há a V3 (panleucopenia, rinotraqueíte e calicivirose), V4 (inclui clamidiose) ou V5 (inclui leucemia felina). A primeira dose só pode ser dada entre 45 e 60 dias de vida. 

“Finalizando o esquema das polivalentes, é fundamental após um ano da última dose realizar o reforço. Essa quarta dose protegerá seu cão contra cinomose, parvovirose e hepatite infecciosa canina por aproximadamente nove anos ou mais, contra coronavirose por toda a vida, contra parainfluenza e adenovirose tipo 2 por aproximadamente sete anos. Eles podem perfeitamente passar a receber um reforço a cada três ou cinco anos”, afirma a Dra. Meire.  

Já o reforço da antirrábica, preferencialmente, é indicado ser anual por toda a vida, tanto para cães como para gatos. A antirrábica é a partir de 12 semanas para cães e dos quatro meses em gatos. "Além disso, a alimentação é importante: proteínas de alta qualidade, vitaminas C e E, minerais e gorduras boas, como óleo de peixe, estimulam o sistema imunológico a trabalhar mais rápido na produção de células de defesa”, conclui Dra. Meire. 

Deixe seu comentário!

O Jornal Rosa Choque não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.

Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Todos os campos marcados com é de preencimento obrigatório.