Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 06-08-2020 às 20:52

Legado, inspiração e saudades

Marília Beatriz de Figueiredo Leite não se foi de vez, porque não morreu ao longo do percurso da vida, inspirou e deixou além de saudades, o legado de uma profissional de talentos múltiplos, que muito contribuiu com a educação e com a literatura.

Marília na gravação do documentário sobre a Literatura, para o filme 300 anos em 100 minutos, alusivo ao tricentenário de Cuiabá | Creditos: Fotos de arquivos

Se existe uma parte incontornável da vida, essa porção de um todo se chama morte. Ela é implacável e quando o desencarne ocorre, muitas vezes deixa até a alma dos que ficam, dilacerada em dor que nem sempre se sabe o que fazer com ela. É saudades, tristeza, vazio, quietude em preces. Confúncio, filósofo chinês sublinhou: “aprende a viver como deves, e saberás morrer bem”. Já que a perda é inevitável, é aconselhável aguardar ao último chamado da vida, deixando um legado. No dia 3 de julho, Marília Beatriz de Figueiredo Leite  faleceu. Era ocupante da Cadeira 2, da Academia Mato-Grossense de Letras-AML, onde também foi a segunda mulher presidente. 

Na tarde do último sábado, dia 4 de julho, ocorreu ritual formal, do respeitoso silêncio para Marília Beatriz. A partida da dona de um sorriso fácil, largo, colorido e único, impresso no seu DNA, deixou familiares e amigos consternados. Moema Figueiredo Leite, disse-me ao confirmar que o espírito de Marília havia realmente se desligado do corpo físico:  “minha única irmã, amada, amiga e admirada". Ela já havia reconhecido em vida que Marília havia lhe aberto uma grande janela em sua vida e sempre estava pronta para ajudar a família. 

Adélia Mendonça de Deus, que foi como uma irmã, que a vida lhe deu, tinha por Marília e Moema, uma amizade do tempo que seus pais, Rubens de Mendonça e Gervásio Leite, ambos “imortais” da AML, eram muito amigos. Ela escreveu que em  certa feita comparou Marília com um beija flor. ”Na mesma hora que está num lugar, você procura e ela já não está mais. Era assim, de uma vitalidade infinita, de uma criatividade incrível”.

A  despedida de Marília foi como se os corações de todos que a amavam e respeitavam sua trajetória, se unissem em lembranças. Atuou na educação, na arte e cultura (Literatura e Teatro) e no Direito, inspirando,  deixando seguidores, pois sua personalidade forte e lapidação constante do ser, a levaram para a busca constante do conhecimento e de novidades.

 

Sua trajetória iniciada no Rio

Começou a escrever no Rio de Janeiro, sua terra natal, era muito nova quando participou de um concurso para a Rádio MEC (Ministério de Educação e Cultura), incentivada por uma professora. Seus pais, o  advogado e escritor, Gervásio Leite, e sua mãe Nice de Figueiredo, lhe deram uma excelente educação.  O seu primeiro conto, foi premiado pela rádio MEC, e a partir de então ela não parou de escrever, inclusive ao conhecer no Rio, a escritora e poeta,Olga Savary, incursionou para a elaboração de textos com cortes críticos e fortuna crítica. Seu pai a estimulou a alçar vôos, e ela o direcionou para Cuiabá,capital de Mato Grosso, cidade que abraçou verdadeiramente como sua.

Na “Cidade Verde”, cheia de esperança, ela construiu uma carreira de sucesso, olhando em panorâmica como se fosse uma águia. “Uma pessoa que olha o mundo deve fazê-lo com olhar certeiro”, destacou em uma de suas entrevistas, e foi com este olhar que parece que ela alçou seus vôos, principalmente pelos caminhos da educação superior, da arte, que para ela "incrusta na pele, no coração e no olho da gente", e da literatura, que a estudiosa acreditava ser completa, se estivesse o  seu universo sorvido na palavra, no gesto e no olhar.

Mestre em Comunicação e Semiótica, Marília Beatriz dizia que ser lembrada “é uma forma de fazer história” e não há dúvida que fez a sua. Honrou a trajetória de Gervásio Leite, notável personalidade.

Teve grande influência na educação, foi professora fundadora da Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT, e também exerceu outros cargos de gestão na instituição, voltados principalmente a arte e a cultura, a exemplo de ter chefiado o Teatro Universitário; o  Departamento de Artes;  o Conselho Consultivo do Cineclube Coxiponés, e o Museu de Artes e de Cultura Popular (MACP). Nos 50 anos da UFMT, ela foi homenageada, e revelou mais uma face voltada para a arte, em uma programação com multiplas atividades, som, letras e cor.

Uma mulher a frente do seu tempo, sabia fatiar bem as horas, para as suas multiplas atividades, que até causava certa preocupação familiar. 

Dirigiu peças de teatro, escreveu, encenou, e ensinou a arte da dramaturgia. Como escritora, teve várias obras publicadas, inclusive uma delas há quase 40 anos:  O mágico e o olho que vê (Edufmt, 1982); De(sign)ação: Arquigrafia do Prazer (Annablume, 1993);  Viver de véspera ou antes mesmo (Carlini & Caniato, 2018); Agudas ou Crônicas? (Editora TantaTinta/Carlini & Caniato, 2019) e Corte de Vinho (Carlini & Caniato, 2019).  

 

Presidente da AML

Foi com a  “Chapa Multifacetada” que Marília Beatriz foi eleita presidente da AML, sendo empossada, no dia 10 de setembro de 2015, pelo então presidente Eduardo Mahon. Foi uma cerimônia muito concorrida, com participantes da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

Durante os seus dois anos de gestão, o seu trabalho, assim como ela,  não ficou parado num só  lugar, porque teve que passar pela itinerância. Caminhou com sua missão para vários locais, numa andança e luta hercúlea, devido aos obstáculos originados com a reforma da Casa Barão, que foi além da data prevista, e também por problemas de saúde, que enfrentou, contando com a parceria de seu vice-presidente, José Cidalino Carrara, em diversas ocasiões.

Eu tive a honra de fazer parte de sua diretoria, e confesso que, como diretora secretária nem sempre eu conseguia acompanhar as suas quebras de protocolos e informalidade. Geralmente sugeria a ela para seguir o ritual que a ocasião pedia. A presidente, entretanto, fazia na maioria das vezes,o que lhe dava na cabeça. Não ligava se alguém ficava sisudo. Os risos que muitas vezes provocava, acabavam lhe legitimando,  que fazer do jeito que fazia era o certo, não abrindo mão de ser ela mesma. Sou grata por ter sido na minha gestão a inauguração da sua foto na galeria dos presidentes da AML. Uma cerimônia muito bonita, ocorrida no mesmo dia da posse da acadêmica Lindinalva Rodrigues.Tudo foi feito conforme ela desejou, e o riso largo mostrou seu contentamento.

Parece contraditório o fato dela, por diversas vezes não respeitar o ritual. Ao tomar posse, no dia 10 de setembro de 2013, na Cadeira 2 da AML, cujo primeiro ocupante foi seu pai, Marília Beatriz analisou a cerimônia ritualística da qual estava sendo a protagonista e disse que “ritual é algo que faz parte de toda a vida e não se pode fugir dele, sob a pena de desgarrarmos do presente e do futuro”. Ela,  entretanto, dava sempre um jeito de fugir das formalidades, e sem permitir que nenhum peso fosse colocado em sua consciência. 

O saudoso professor Benedito Pedro Dorileo, que foi reitor da UFMT, e membro da AML,  quem fez o discurso de recepção na sua posse de Marília Beatriz na Cadeira 2. Dentre tantas sábias palavras, disse que ela era uma realizadora de símbolos: “possui o dom imanente do transcendental, que permeia indistintamente o espírito humano”. É como se deixasse patente que se tratava de uma mulher singular, que possuia  a pluralidade dos extraordinários.

 

Recordando a imortal 

O jeito Marília Beatriz de ser, foi muito recordado, e o inconformismo por sua partida, tomou conta de muitos de nós, seus amigos imortais. A Academia Mato-Grossense de Letras, em momento oportuno, após a pandemia, fará sua Sessão da Saudade. Inclusive, ela havia sido designada a fazer o discurso da Sessão da Saudade, ao professor Dorileo, pelos laços de amizade, e  a pandemia fez como que a AML deixasse em aberto a data. Infelizmente ela não realizará o que tanto desejava. Talvez as palavras de William Shakespeare, “há mais mistérios entre o Céu e a Terra, do que possa imaginar nossa vã filosofia”, nos faça entender o quadro que se desenhou. 

No presente artigo, tomei a liberdade de colocar muitas vozes uníssonas, dos meus queridos confrades e confreiras, que carinhosamente falaram, nem todos diretamente a mim, sobre as peculiaridades de Marília Beatriz,  do que ela representava e de como se ocupava com o que realmente valia a pena e a deixava plena de felicidades. Vozes que foram registradas, em algum momento, inclusive em vida da querida Marília Beatriz. 

Abro o tributo para Marília, com o Ivens Cuiabano Scaff, e o que ele deixou gravado em documentário sobre a amiga que ele tanto admirava, e com quem disse ter se casado culturalmente. “muitos podem ter sido casados com ela e eu também sou”. Sobre Marília, ele destacou seu dom de “fazer as coisas pelos amigos”, e isso manifestando sempre carinho pelos anciões da AML, assim como pelo estimulo que dava aos novos. Sobre suas conversas disse que Marília sempre era novidade, seus encontros a conversa nunca terminavam e nunca havia um dia igual. “Em  todo lugar que a gente se encontra, a gente   emenda uma conversa na outra, nunca um dia é como outro, sempre uma nova risada, uma nova maneira de ver o mundo e uma nova maneira de ver a arte”.  

Tertuliano Amarilha, 95 anos, é acadêmico emérito, e assiste as muitas chegadas e despedidas na Casa Barão, enviou nota dizendo que “Marília Beatriz já não está em nosso convívio. Deixou-nos de inopino depois de fulgurar em nossa companhia. Foi notável acadêmica. Uma criatura fantástica”.

Nilza Queiroz, primeira mulher a presidir a AML, deu posse para Marília Beatriz, quando do seu ingresso na AML. Em suas palavras constam fatos vividos na UFMT, da parte cultural, enfatizando o teatro e da literatura, considerados seus pontos fortes. A confreira fala também da  resistência da confreira em relação aos números, “ela não dava conta de lidar com eles”. Disse que  Marília era ao mesmo tempo, caridosa e briguenta pela defesa do que acreditava. “Eu gostava muito da forma que ela tratava as pessoas simples, sem distinção".  Quando Nilza confidenciou isso pra Marília, ela embrou que os seus olhos lacrimejaram.  Marília disse: “gostaria que meus pais estivessem vivos para ouvir isso, porque foi com eles que eu aprendi”.

Sebastião Carlos Gomes de Carvalho destacou que Marília, a quem ele sucedeu, na segunda vez que presidiu a AML, deixa lembranças em todos.  Disse que "ela era parte de uma tradição cuiabana de cultura que, sob certos aspectos, lamentavelmente está se diluindo. Herdou do pai uma formação humanística que ela buscou preservar. Nela era habitual mesclar momentos de reflexão com falas hilárias que levava seus amigos e confrades acadêmicos tanto a se sentirem estimulados a lerem e a estudarem como a se divertirem”.

Ao saber do falecimento de quem foi sua grande inspiração, Eduardo Mahon deixou  registrado que Marília Beatriz privava da intimidade de sua casa, dividindo com ele a sua inteligência aguçada, e deixou claro que a sua partida repentina, não foi seu último ato. Elizabeth Madureira Siqueira, que além de acadêmica da AML, é presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Mato Grosso, ressaltou: “que Marília leve com ela a alegria, a força e a energia que sempre timbrou sua personalidade”. José Cidalino Carrara lembrou que Marília era uma mulher multifacetada, "combativa, inquieta, corajosa, excelente poeta e escritora”. . João Carlos Vicente Ferreira, enfatiza: “representou sempre, para mim, a forma e a força da mulher cuiabana fazer cultura. Destacava-se por seu querer, sua vontade e determinação na perpetuação de ícones da literatura e historiografia mato-grossense”.

Lucinda Persona disse que Marília era extremamente lírica, vital, inteligente, expansiva, afetuosa, exuberante, enigmática, luminosa, comprometida com seu tempo. Já o confrade Fernando Tadeu de Miranda Borges, lembrou da amiga que transitava no tempo, e  disse que lhe falou em vida: “Marília você é atemporal, e que bom que estamos vivos e juntos, somos imortais mortais”. Luiz Orione Neto, sintetizou: ela era sinônimo de verdadeira alegria e simbolo de uma autêntica festividade”.

Para Amini Haddad Marílianão só fez história. Ela é história. "Chego a ouvir a sua voz. Não há silêncio. Há poesia... Ela continua viva na imortalidade. Ela continua viva em nossas mentes e corações. Certamente, os anjos animam-se e o céu festeja a sua presença... Aqui, no entanto, nossos semblantes estão entristecidos. Melancólicos. Assustados por tão abrupta despedida... Marília já é saudade... E é saudade intensa! Tão intensa que é possível ouvir sua voz, aqui... bem aqui... e até sentir a sua presença".

É difícil conviver com a partida de quem amamos e que deixou indelével suas marcas. Difícil a síntese sobre quem exerce relevância em vários contextos. Luciene Carvalho é indagativa: “Falar em Marília de forma suscinta? Marilia se mede em anos luz...não, ela  não morreu, cintilou e foi se encontrar com Gervásio”.  Para Aguinaldo Rodrigues ela permanecerá em nossa memória como uma poeta do hoje. “Ela era a  personificação da cuiabania e do jeito alegre e hospitaleiro do verdadeiro mato-grossense. Deixará muitas saudades, devido ao seu jeito cativante e inovador”.

Flávio Ferreira disse que conviver com Marília “foi um grande aprendizado. Uma rara oportunidade de estar perto de um Ser lindo”. Marta Cocco disse ter perdido “uma pessoa tão querida, tão inspiradora, com uma vitalidade contagiante”. Lorenzo Falcão deixou claro que será seu seguidor, onde quer que ela esteja.  “Estou contigo e sei que a recíproca é verdadeira. As articulações e os fazeres pela literatura brasileira e autêntica produzida em Mato Grosso prosseguem. Continue olhando por nós e fazendo o que sempre fez”, disse ele.

Cristina Campos tem uma infinidade de memórias afetivas e culturais sobre Marília Beatriz, porém ela limitou-se nas palavras, pelo momento de recolhimento num espaço de silêncio e fala sobre a amiga, como inspiração. “ Marília: torrente alegre e festiva que inundou minha vida de Arte, sobretudo Poesia”.

“Do berço à caixa foi nosso modelo de mulher livre e produtiva”, disse Lindinalva Rodrigues, que a considerava uma irmã presenteada pela vida. Para ela, Marília Beatriz foi pura ebulição e que será muito difícil pensar no mundo sem ela, razão pela qual chorava muito em “tristeza  sem fim".

Neila Barreto disse que  professora Marlia Beatriz de Figueiredo Leite partiu deixando uma larga lacuna nas letras e na cultura de Mato Grosso. Destacou que ela era altiva, guerreira, perspicaz,  inteligente, e que suas falas e criticas eram acompanhados dos gestos enérgicos e, observando mais de perto, eram dóceis e afetivos. "E lá se foi ela, bela e radiante, ao encontro de um novo palco, de novos seguidores para saborea e beber da sua sabedoria.Nós aqui, ficamos órfãos das suas largas risadas, do seu amado gesto de baixar e levantar a cabeça. Do seu dócil dedo em riste e, eu do seu dizer baixo e amável,  Neila você é especial. Ouvi muitas vezes essa fala, em tom amável e cordial", finalizou.

Uma das últimas mensagens que ouvi de Marília Beatriz, dentre as muitas que a mim enviava gravadas, principalmente quando vivi um drama familiar, pela infecção da COVID 19, me faz dizer que eu conheci uma gigante na fé, na generosidade dos seus atos, e na gentileza de suas palavras. “Agasalhe-se na alma Deus vai te ajudar”, disse ela.  Para que se conpreenda a sua sutileza, ao tratar a dor,  Marília muito me emocionou, na época, me  enviando a composição, "Soleado, a Música do Céu,  que  trouxe-me acalanto," De muito longe vem uma canção, suavemente como uma oração, e um anjo azul entre bruma e véu veio abrir pra nós os portões do céu".  Hoje eu lhe digo: siga em paz querida, o nosso bom Deus pavimentou de luz seu novo caminhar, entre as nuvens de letras que sempre haverão de acompanhar-te.

 

* Sueli Batista dos Santos

Presidente da Academia Mato-Grossense de Letras

 

Conheça mais sobre o legado de Marília Beatriz:

"Vídeo-homenagem-colagem" produzido pelo Cineclube Coxiponés da UFMT para a noite de Homenagem a Marília Beatriz de Figueiredo Leite,  5 de dezembro de 2019.

 

Leia 4 poemas de Marília Beatriz no Ruido Manifesto

 

Soleado, a Música do Céu

Compositor: Moacyr Franco e Alberto Luiz

De muito longe vem uma canção
Suavemente como uma oração
E um anjo azul entre bruma e véu
Veio abrir pra nós os portões do céu

E ao céu chegamos como quem morreu
Trazendo amor, o resto se perdeu
Somos pássaros, livres da prisão
Soltos no infinito, sobre a imensidão

De muito longe, vem essa canção
Fazer um só, nosso coração
Vê comigo,vê, daí a tua mão
Vem andar no céu com os pés no chão

 

A nuvem branca são os sonhos meus
O sol que aquece são os beijos teus
E as estrelas são a felicidade
É o nosso amor, toda eternidade

Prá muito longe vai essa canção
Rasgando o céu como uma oração
Ela vai dizer ao seu coração
Que eu te quero mais
Mais que a salvação

  

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Olga Castrillon . 08-07-2020 10:12hs

Às vesperas do setimo dia de sua partida, encontro-me com Marilia-memória. Em prece e no recolhimento da saudade, uno-me a esta homenagem repleta de vida. É assim q ficará em mim sua imorredoura imagem: de puro aprendizado. Marília vive nos astros e no mais alto céu; na alma e na Poesia. Apenas encantou-se!!!