Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 06-07-2020 às 01:29

Afinal, como podemos nos relacionar com o sexo que nos oprime?

"Como sair com homens quando você odeia homens", primeiro livro de Blythe Roberson, mergulha nos relatos pessoais da autora, repletos de humor, feminismo e autenticidade.

| Creditos: Divulgação

Com muito bom humor, anos de experiências amorosas (algumas não bem-sucedidas), pitadas de Naomi Wolf e Roland Barthes, Blythe Roberson lança seu primeiro livro. "Como sair com homens quando você odeia homens" (Ed. Galera) é, segundo a autora, uma obra cômico-filosófica, pensada em como o patriarcado e a tecnologia influenciam nas mudanças dos papéis de gênero e, consequentemente, na forma como duas pessoas se relacionam. Carregado de relatos pessoais, Roberson conversa com o leitor (sim, como se estivesse falando com uma amiga de longa data!) sobre privilégios, masculinidade tóxica, términos, flertes, crushs e respeito sobre os limites e direitos dos corpos alheios.

 Como sair com homens quando você odeia homens

 How to date men when you hate men
 Blythe Roberson

 

 Tradução: Adriana Fidalgo

 288 pág. | R$ 29,90

 

 Galera | Grupo Editorial Record

  www.blogdaeditorarecord.com.br

 

Vivemos em uma era onde mulheres ocupam o mercado de trabalho (mas ainda são minorias em cargos de chefia), podem votar e até adquirir cartão de crédito (algo não permitido até 1970, exceto quando se tinha a autorização de um homem), mas ainda há muito o que se discutir sobre lugar de fala, igualdade e a opressão - que permanecem até hoje - protagonizada pelos homens. Afinal, como podemos nos relacionar com o sexo que nos oprime?

Apesar da dúvida, a autora consegue resolver algumas questões com divertidos tópicos baseados em sua vida. Por exemplo, sobre quais assuntos interessantes você pode pensar e falar, sem ser sobre o crush? Já se questionou se aquele cara realmente está flertando e como você deve interpretar a mensagem dele? Aquilo foi realmente um encontro? Existe homens maus e homens bons? Spoiler: existe! E ainda, quais são as melhores comédias românticas de todos os tempos? Acredite, Blythe Robertson tem essas respostas.

Seguidora fiel de Naomi Wolf e Roland Barthes, suas questões vão além disso. O casamento como uma instituição benéfica apenas para os homens, os filmes e propagandas direcionado às mulheres e que reforçam a importância de encontrar um parceiro, o amor romântico que, pode até existir, mas é fincado no sistema capitalista e patriarcal: esses também são pontos relevantes em sua obra.

O humor caminha junto com a autenticidade. Quando se refere aos homens, Roberson reforça que está falando, na maioria das vezes, sobre héteros, cis, brancos e com formação superior, que gozam de todas as oportunidades, mas não as reconhece. Enquanto uma mulher também em posição de vantagem, a autora afirma que "temos a obrigação de usar nosso privilégio para... desmantelar nosso privilégio".

 

SOBRE A AUTORA:

Blythe Roberson é escritora e comediante, com trabalhos publicados na New Yorker, The Onion, Clickhole, Vice Magazine e outros veículos. Moradora de Nova York, Roberson trabalha atualmente como pesquisadora para o The Late Show.-   

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