Cuiabá - MT, 02-04-2020 às 06:37

Para especialistas, competências das mulheres nos negócios são o futuro das empresas

Fórum Sebrae Mulheres Empreendedoras trouxe empreendedoras de sucesso a nível nacional para mostrar possibilidades no empreendedorismo feminino

| Creditos: Pexels

O Fórum Sebrae Mulheres Empreendedoras, realizado em Campo Grande (MS), reuniu 350 participantes para conferir histórias de sucesso de quem já começou sua jornada no mundo dos negócios.

A diretora da unidade de Negócios do grupo Arezzo, Flavia Yumi Chibusa, falou sobre construção de marca. Para ela, em geral, as mulheres podem apresentar características que trazem um diferencial em posições estratégicas. “Flexibilidade, olhar 360º, valorizar o outro e não só você. A gente consegue se maquiar, pensar na comida do filho, no que tem que fazer daqui a pouco e pelo menos outras dez coisas ao mesmo tempo. Precisamos ser multitarefa”.

Outro destaque foi a caçadora de tendências Sabina Deweik, idealizadora e membro do projeto Eupreendedoras, laboratório de desenvolvimento humano incubado na Rede Ubuntu. A pesquisadora trouxe aos participantes novas tendências de consumo e trabalho, que estão relacionadas à ascensão do empreendedorismo feminino.

“Estamos em uma era que pede valores femininos. Isso não tem a ver com gênero. Precisamos de novos modelos, que tem a ver com os modelos femininos: habilidades emocionais, a intuição, a capacidade relacional, poder se conectar em rede, o cuidado, a empatia. É bem importante eventos como esse que possam trazer uma luz sobre o empreendedorismo feminino e o trabalho lindo que as mulheres estão fazendo nos negócios”, afirmou.

Deweik explicou que esses aspectos vêm em contrapartida aos impactos causados por valores considerados masculinos, como competitividade, estruturas hierárquicas e foco nos resultados, que acabaram por ter um alto custo tanto nos negócios quanto para os colaboradores.

“Você vê pessoas saindo das organizações com burn out, depressão, ansiedade. Organizações perdendo lucro justamente porque a nossa sociedade pede novos modelos. Os valores femininos têm a ver com essa nova liderança, que é uma liderança mais relacional, não é autoritária, considera as emoções dentro do ambiente de trabalho”, declarou.

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