Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 06-12-2019 às 09:44

Ceras de coco, oliva e chocolate fazem bem mesmo?

Regina Jordão, fundadora do Instituto Pello Menos, explica sobre os novos componentes nas ceras especiais e sua verdadeira eficácia

Novas ceras depilatórias, o que você precisa saber. | Creditos:

A depilação à cera ganha hoje uma infinidade de novos produtos para a realização do procedimento em centros estéticos. As ceras especiais, como são normalmente conhecidas, apresentam propriedades naturais que prometem a redução de riscos e complicações futuras na pele. Certamente que muitos têm sua eficácia comprovada, mas será que esses aditivos, como coco, aloe vera, oliva e chocolate agem realmente em benefício da pele?

“A primeira questão é que muitas dessas ceras não possuem necessariamente os componentes citados, recebendo a menção na embalagem apenas como um atrativo de compra. A aparência do produto, que muitas vezes é caracterizada pela cor e cheiro, é formada por corantes e aromatizantes, e a principal qualidade de uma cera está na elasticidade e na sua capacidade de aderência no pelo, sem agredir ou danificar profundamente a pele”, explica Regina Jordão, fundadora do Instituto Pello Menos, que atua há mais de 20 anos no procedimento de depilação à cera.

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) mostram que o Brasil é o 5º maior mercado de produtos depilatórios do mundo. Hoje, já é possível encontrar nos centros estéticos e  perfumarias ceras com os mais diversos tipos de componentes. “Normalmente, a pele não absorve as propriedades da cera e, portanto, ela não tem a capacidade de agir no processo de nutrição. Acreditar que um aditivo específico pode impedir o surgimento de complicações, como foliculite e encravamento, é ingenuidade”, acrescenta Regina.

A CEO do Pello Menos ainda acrescenta que esses problemas só podem ser evitados a partir de uma série de cuidados pré e pós depilação, que envolvem hidratação diária, esfoliação e pouca exposição solar. O procedimento à cera, quando feito corretamente, provoca pequenas lesões na pele, que são naturais do processo, e se tratadas corretamente não proporcionam risco momentâneo ou futuro algum.

A cera mais comum encontrada é feita à base de mel e possui maior vantagem em relação às outras por ser mais natural e não precisar de conservantes ou corantes. Regina formulou a própria cera que usa em seu instituto, à base de mel e especiarias naturais, e não tem pretensão de trocar seu produto para entrar na moda das “ceras gourmets”. “É certo que muitas dessas ceras especiais possuem textura e aderência que beneficiam de alguma forma, mas o verdadeiro diferencial está em outras características, como a elasticidade e a resistência térmica do produto ao aquecimento, que pode perder propriedades nesse processo e ficar muito quente, ferindo realmente a pele.” explica.

Além disso, é indicado que após qualquer procedimento de depilação à cera os resíduos do produto sejam removidos por meio de tônicos ou óleos pós-depilação, sempre sem adição de álcool. A busca por uma depilação sem imprevistos ou complicações pode ser feita se forem tomadas as medidas preventivas de preparação da pele.

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