Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 16-10-2019 às 04:07

Estação mais colorida do ano traz risco à saúde respiratória

Segundo médica, o rápido tratamento dessas alergias não possibilita que elas evoluem para uma infecção viral ou bacteriana

Crises alérgicas em todas as partes do sistema respiratório são comuns nessa estação. | Creditos: PixaBay

Com a chegada da Primavera, marcada pelas grandes floradas, vem junto a disseminação do pólen das flores, que é feita pelos pássaros, insetos e o vento e, que apesar da sua beleza, provoca crises alérgicas em todas as partes do sistema respiratório como, nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e pulmões.

Segundo a médica, o rápido tratamento dessas alergias não possibilita que elas evoluem para uma infecção viral ou bacteriana. “Neste caso, o que já era ruim consegue ficar pior, pois surgem as Sinusites, Otites e Pneumonias, que são as doenças infecciosas que acometem respectivamente os seios da face, os ouvidos e os pulmões”, detalha.

A Dra. Tanit explica que as doenças alérgicas do sistema respiratório ocorrem porque a pessoa inala algo, como exemplo: pólen das flores, poeira, fumaça de cigarro ou de automóveis, cheiro de perfume ou de produtos de limpeza (incluindo o tabagismo passivo).

“Com essa entrada, algumas regiões do sistema respiratório começam a reagir de modo muito forte e rápido com a intenção de expulsar o inalante que lhe fez mal. A diferença entre essas doenças é qual parte do sistema respiratório vai reagir mais fortemente e qual sintoma vai produzir: espirros, tosse, abundância de secreção, chiado no peito”, explica a médica.

Já as doenças infecciosas ocorrem por causa da entrada de algum vírus, bactéria ou fungo, que, muitas vezes, já encontram o organismo debilitado por tentar se defender da reação alérgica. A diferença entre essas doenças é qual parte do sistema respiratório que vai abrigar esses microrganismos.

“Os sintomas podem ser os mesmos das doenças alérgicas, mas, geralmente são mais fortes e mais rebeldes aos remédios usados na forma de automedicação. Como quadro é mais grave e deixa as pessoas mais prostradas e com febre, sempre é bom reforçar que o diagnóstico diferencial entre eles (alergia ou infecção) deve ser feito pelo médico. Depois disso, são analisadas as opções de tratamento utilizadas para melhorar o quadro e tentar prevenir recaídas”.

Mas, para ninguém ficar de braços cruzados esperando as doenças das estações passarem, seguem algumas dicas práticas para todos e, segundo a Dra. Tanit Ganz Sanchez devem ser usadas, especialmente para quem tem tendência a ter doenças respiratórias:

– Colchão: forrar, expor ao sol, evitar o uso do colchão de pena

– Travesseiro: forrar, evitar os de pena ou ervas, lavar a cada 15 dias

– Roupas de cama: lavar com água quente (>70ºC), cobrir com colcha, evitar cobertor, usar edredom

– Evitar objetos que acumulem pó: evitar bichos de pelúcia, livros e muitos brinquedos; minimizar mobília é algo muito importante

– Carpetes: aspirar regularmente com filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air – filtros de ar), usar acaricidas, preferir pisos de cerâmica, vinil ou madeira

– Cortinas: evitar usar ou lavá-las a cada 15 dias

– Outros: proibir presença de animais, usar filtros ou desumidificador de ar (se necessário), evitar fumo no ambiente.

 

Sobre a especialista: 

Profa.  Dra. Tanit Ganz Sanchez – Otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP, Fundadora e Diretora do Instituto Ganz Sanchez, criadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido (Novembro Laranja), do Grupo de Apoio Nacional a pessoas com Zumbido, da TV Zumbido, do Curso Teórico-Prático Intensivo de Zumbido e do curso online ABC...z do Zumbido. Assumiu a missão de desvendar os mistérios do zumbido e é pioneira nas pesquisas no Brasil, sendo reconhecida por sua didática, objetividade e compartilhamento aberto de ideias. É especialista em Zumbido, Hiperacusia, Misofonia e Distúrbios do Sono.

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