Jornal Rosa Choque
Publicidade

Cuiabá - MT, 16-10-2019 às 03:43

Seu corpo reage de forma diferente durante um voo! Entenda

Médicos explicam reações do organismo à baixa umidade durante voos longos

entro do avião temos a cabine pressurizada, ar condicionado intenso e em longos voos não é incomum pessoas reclamarem de pele e garganta secas.  | Creditos: PixaBay

A baixa umidade do ar provoca uma série de incômodos. Dentro do avião temos a cabine pressurizada, ar condicionado intenso e em longos voos não é incomum pessoas reclamarem de pele e garganta secas. 

“Além de ressecar a pele, o frio e a baixa umidade do ar pode favorecer o surgimento de sintomas respiratórios, como irritação da mucosa”, explica Dra. Mariana Chambarelli Neno, dermatologista da clínica Dra. Denise Chambarelli, no Rio de Janeiro.  

A médica explica que a sensação de ressecamento pode ocorrer na região dos olhos, nariz e boca; podendo haver também retenção de água, que gera inchaços no rosto e no corpo.  “Para isso recomendo que seja aplicado e reaplicado hidratante indicado pelo dermatologista para o tipo de pele do paciente e borrifar água termal ao sentir desconforto durante o voo. É fundamental beber bastante água e o uso de meia elástica com compressão ajuda muito também à circulação sanguínea e oferece conforto durante o voo“, alerta Dra. Mariana.  

Outro incômodo comum é sentir o ouvido entupir durante os vôos.  “O que acontece é que a mudança brusca de pressão atmosférica, apesar de as cabines das aeronaves comerciais serem pressurizadas, causa um desequilíbrio entre o ar que está dentro dos ouvidos e o ar do ambiente, gerando uma distensão da membrana timpânica, causando um abafamento temporário da audição e desconforto. O nosso organismo precisa da um tempo para equilibrar a pressão. Quem controla a passagem do ar e equilibra a pressão é a tuba auditiva, que é um canal que conecta o nariz ao ouvido. Pessoas com o nariz entupido podem ter dificuldade em descomprimir o ouvido, apresentando dor intensa, surdez prolongada e até perfuração do tímpano”, detalha o otorrinolaringologista Dr. Gustavo Gosling, da Otoclínica do Rio de Janeiro.  

O médico explica ainda que a queda da umidade compromete as defesas do nosso sistema respiratório.  “A queda da umidade provoca o ressecamento das mucosas das vias aéreas e compromete a proteção natural do nariz, que é feita pelo muco que reveste a região, favorecendo a intensificação de problemas respiratórios como rinites alérgicas, crises de asma e a infecções virais e bacterianas, podendo ocorrer também sangramentos nasais, dor de cabeça e garganta seca”, explica Dr. Gustavo. 

O otorrino destaca que o único modo de amenizar a surdez e pressão no ouvido durante um vôo é fazer o ar circular pela tuba auditiva. “A deglutição é a maneira mais natural de deixar o ar entrar e sair e voltar a relaxar o tímpano. Mastigar chicletes e bocejar ajuda a abrir a tuba auditiva. O uso de sprays nasais pode aliviar a obstrução do nariz e diminuir secreções, facilitando a passagem do ar para os ouvidos. Forçar a ventilação interna tapando o nariz, na chamada Manobra de Valsalva, também usada por mergulhadores, é outra técnica”, explica Dr. Gustavo Gosling.  

Deixe seu comentário!

O Jornal Rosa Choque não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.

Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Todos os campos marcados com é de preencimento obrigatório.