Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 16-10-2019 às 03:30

Chegada da primavera pode aumentar crises de doenças respiratórias

Dentre as mais atingidas está a asma, uma das responsáveis pelos maiores números de internação no Sistema Único de Saúde

A chegada da primavera traz consigo a variação de clima e de umidade do ar. | Creditos: PixaBay

Temidas em estações de baixas temperaturas, as doenças respiratórias também são agravadas com a chegada da primavera, que traz consigo a variação de clima e de umidade do ar. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o índice considerado ideal está na casa dos 60% e, quando a presença de água no ar cai para menos de 30%, diversos fatores contribuem para o aumento das crises daqueles que já estão mais propensos a sofrer com doenças como a asma, por exemplo.

Apesar de comum, a asma é uma das doenças que mais impactam os sistemas de saúde no Brasil. Segundo dados do DATASUS, a asma é a terceira ou quarta causa de hospitalizações pelo SUS, conforme o grupo etário considerado. E, de acordo com a pesquisa “Asma na vida e na visão dos brasileiros”, realizada pela Abril Intelligence sob encomenda da AstraZeneca, 1 a cada 5 pacientes foram internados na UTI por conta de crises asmáticas no último ano e a doença mata de 3 a 5 pessoas diariamente no país3. Na época das flores, esse risco aumenta, visto que a inalação de partículas que podem provocar reações alérgicas, assim como o pólen, mais presente nessa estação do ano4.

“Os mais afetados pelas mudanças climáticas da primavera são as pessoas com doenças respiratórias alérgicas crônicas, como a asma e a rinite, que são frequentes desde a infância e podem se prolongar durante toda a vida adulta”, explica Mauro Gomes, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

 

A asma é dividida em níveis que têm tratamentos específicos

Segundo o especialista, a asma pode se apresentar desde formas mais leves a mais graves. Quanto mais sintomas e dificuldades de controle com as medicações, maior é a gravidade da doença. A asma grave acontece quando o paciente não consegue alcançar os níveis considerados adequados para o controle da doença usando medicamentos convencionais. 

Se não tratada corretamente, as complicações decorrentes da asma podem ser fatais. Segundo o Dr. Mauro, “O tratamento personalizado já é uma realidade. Embora não exista cura para a asma, existem tratamentos que controlam a doença, proporcionando mais conforto e bem-estar para que o paciente, assim ele não precisa deixar de realizar suas atividades diárias”. 

Para maior qualidade de vida é fundamental o controle e o tratamento adequado da asma. Para isso, o diagnóstico precoce e o alerta para sinais de um controle inadequado da doença. Fique atento nos sintomas, que são: tosse seca; chiado no peito; dificuldade para respirar; respiração rápida e curta; e desconforto torácico. Além disso, outro fator determinante é a necessidade do paciente acatar as orientações médicas e realizar um tratamento constante. De acordo com pesquisa da Abril Intelligence, quase metade dos asmáticos não fazem uso regular de medicamentos para prevenir crises³.

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