Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 22-09-2019 às 06:23

Queda de cabelos: saiba como evitar

Dermatologistas especializados no assunto dão dicas sobre tratamentos

Queda de cabelos - quando se preocupar com esse problema. | Creditos: PixaBay

Queda de cabelo é sinônimo de doença? Quando devo me preocupar com a quantidade? Por que os cabelos caem em excesso em algumas épocas? 

São diversas as dúvidas e confusões de leigos sobre a saúde do cabelo e do couro cabeludo. Não é incomum as pessoas não conhecerem a gravidade de alguns tipos de queda de cabelo e da necessidade de buscar tratamento com especialista. "Existem diversos tipos de alopecia, algumas de natureza autoimune, inflamatória ou infecciosa, por exemplo. Doenças sistêmicas e deficiências vitamínicas também podem ter reflexo sobre os fios, causando quedas agudas de número aumentado de fios", explica o dermatologista Rodrigo Pirmez, do Rio de Janeiro, médico membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da European Hair Research Society e da North American Hair Research Society.

É importante observar o que pode ser considerada uma queda excessiva de fios. “Existe uma queda normal no dia-a-dia que não representa nenhum problema. Isso acontece porque estamos constantemente trocando fios antigos por novos. A média considerada normal é de cerca de 60-100 fios por dia.  Caso suspeite de que sua queda está acima do normal, ou ainda, caso observe falhas no couro cabeludo, o recomendado é procurar um médico dermatologista com experiência na área de doenças dos cabelos e couro cabeludo para realizar o diagnóstico precoce da condição”, explica o especialista.   

 

Tratamentos 

O dermatologista Dr. Felipe Chediek, que dirige clínica em Balneário Camboriú ( SC), especialista no tema explica que há algumas opções de tratamentos como: intradermoterapia, também conhecida como mesoterapia que consiste na aplicação de microinjeções no couro cabeludo para administrar medicamentos, ativos e suplementos importantes para o metabolismo do folículo piloso, acelerando o crescimento e fortalecimento dos fios. “Outra modalidade é o laser de baixa intensidade, o qual faz uma fotobioestimulação do folículo piloso, estimulando o crescimento dos fios. Existe ainda o microagulhamento (aplicação de um aparato composto por um rolo contendo microagulhas que favorece a penetração de ativos aplicados sobre o local e por si só induz a produção de fatores de crescimento que estimulam o crescimento capilar), o plasma rico em plaquetas (técnica que utiliza uma porção do sangue do próprio paciente a ser aplicada no couro cabeludo e estimula o crescimento capilar, especialmente por conter grandes concentrações de fatores de crescimento), entre outros”, detalha Dr. Felipe.   

“É certo que, com o passar dos anos, o fio de cabelo, se não tratado, vai ficando cada vez mais fino até chegar em um determinado momento em que o poro (onde sai o fio) se fecha, não tendo mais como reaver esse fio, pois chegou em estágio de atrofia, como se fosse uma árvore que seca e a raiz e morre”, destaca o dermatologista.   

Nesse momento o tratamento clínico fica muito limitado, sendo necessário implantar um novo fio no local, colocar uma nova raiz para que a área perdida possa ser preenchida. “A indicação do transplante capilar vai depender do grau de calvície do indivíduo e de sua área doadora (região de nuca e laterais, áreas essas que não sofrem afinamento uma vez que não possuem um "DNA da calvície", orienta Dr. Felipe.  

 

Público feminino também sofre queda de cabelos - durante e após a gravidez o problema pode se agravar 

Um momento da vida em que é comum as mulheres indicarem alta queda de cabelos é logo após a gravidez. “A queda de cabelo após o parto é muito comum e ocorre principalmente devido às diversas alterações hormonais que ocorrem na gravidez. Na verdade, não é a amamentação em si que provoca queda de cabelo. Inclusive um estudo mostrou que a amamentação pode ser um fator protetor nesta queda de cabelo pós parto, com uma taxa maior de cabelos em fase de crescimento em mulheres que estavam amamentando em comparação com aquelas que não amamentavam”, explica a dermatologista Dra. Flávia Basílio, de Curitiba, no Paraná. 

A médica explica que durante a gravidez, a taxa de fios em fase de crescimento aumenta, e no período pós parto o inverso ocorre, com muitos fios entrando em fase de repouso ao mesmo tempo, levando à queda desses fios em média 3 meses após o parto. “É recomendado nesse período ter uma alimentação saudável, rica em vitaminas e minerais, e suplementos podem ser recomendados. É muito importante a consulta médica para orientações adequadas, lembrando que se a queda for persistente outros fatores devem ser investigados”, destaca Dra. Flávia. 

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