Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 22-09-2019 às 06:13

Turismo gera empregos e fomenta a economia de Mato Grosso

Entre que as funções que o turismo gera empregos estão garçons, camareiras e guias de passeios; pessoas que mora nas regiões próximas a esses estabelecimentos também são beneficiadas com oportunidades de negócio

No Brasil, 8% do do PIB nacional vem das atividades ligadas ao setor, seguindo a tendência mundial. | Creditos: PixaBay

Hotéis e pousadas investem em treinamento para qualificar a mão de obra, criam vagas e fomentam a economia. Em Mato Grosso, o turismo gera empregos nas funções de garçons, camareiras, guias de passeios, mecânicos de barcos, recepcionistas, piloteiros, cozinheiros, equipes de manutenção e oferece oportunidade para quem mora nas regiões próximas a esses estabelecimentos. 

"Nosso estado tem um grande potencial turístico, o que gera muita possibilidade de criação de emprego. O turismo precisa de mão de obra, o que reverte em trabalho e renda para a população", destaca o presidente do Sindicato Intermunicipal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Mato Grosso (SHRBS-MT), Luis Carlos Nigro. 

A rede de Hotéis Mato Grosso emprega mais de 300 colaboradores, sendo muitos deles das localidades onde moram. "Temos uma preocupação muito grande em capacitar nossos colaboradores para que possam oferecer um serviço de qualidade egarantir a estabilidade no emprego. Isso traz resultados positivos não apenas para o trabalhador, mas também para o negócio eo atendimento ao turista", garante a diretora de Marketing do grupo, Adriana Aires. 

Dos cerca de 50 colaboradores que trabalham no Hotel Mato Grosso Águas Quentes, 30 moram na região, no entorno do Parque Estadual de Águas Quentes, na Serra de São Vicente, onde fica situado o empreendimento. "Aproveitamos a mão de obra local, que é qualificada aqui mesmo com treinamento, através de consultoria, reuniões mensais e as próprias equipes se ajudam, uns ensinando os outros. Tem muita família que trabalha aqui e cresceu junto com o empreendimento", explica o gerente Fábio Oberty Favero.

Ele comenta ainda que o hotel mantém boa interação e relacionamento constante com a comunidade local, gerando serviços e comprando hortaliças, doces, ovos caipiras, entre outros itens produzidos pelos próprios moradores, além de ceder um espaço na recepção do hotel para que vendam artesanatos e produtos aos turistas. 

Atual maitre do Águas Quentes, Manoel Santos Pereira, conta que começou como lavador de louças, há 18 anos, vindo deGuiratinga, e aos poucos foi crescendo, fazendo cursos e qualificações até chegar onde está hoje. "Eu não tinha prática nenhuma. Fiz quatro cursos de garçom e outros de etiqueta e comportamento. Também assisti palestras e li alguns livros que me ajudaram muito. Eu já conhecia alguns pratos e isso facilitou a ser maitre", completa.  

Como ele, outros tiveram a chance de crescer profissionalmente no hotel. A colaboradora Deyse Aparecida Ferreira iniciou como camareira e há poucos meses foi conduzida ao cargo de governanta. "Recebi essa oportunidade que me deixou muito feliz. Estou na empresa há quase dois anos e a receita para crescer é ter humildade", ensina. Ela diz que lá aprendeu a como entregar um quarto organizado e limpo, "sempre tratando bem o cliente, com respeito e educação, sorrindo, fazendo com que ele se sinta em casa", finaliza. O esposo de Deyse, Leandro Henrique, atua no local como guarda noturno. 

 

Setor em Expansão

Segundo a World Travel & Tourism Council (WTTC), que desde 1991 mede o impacto do turismo na economia mundial, o setor responde por um entre cinco de todos os novos postos de trabalho criados em todo o mundo e é o segundo setor que mais cresce, à frente de outros importantes, como Saúde e Tecnologia da Informação. 

No Brasil, 8% do do PIB nacional vem das atividades ligadas ao setor, seguindo a tendência mundial e ocupando posições deliderança na contribuição do turismo para a economia. São US$ 152,5 bilhões e 7,5% dos empregos do País, ou seja, 6,9 milhões de postos de trabalho. Números que demonstram a força do setor como uma ferramenta para os governos gerarem desenvolvimento, prosperidade, emprego e renda.

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