Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 26-08-2019 às 00:35

Livro promete revelar a "ciência da felicidade"

"Existe uma grande confusão entre ser positivo e pensar positivo”, repercute trecho do livro

Pesquisa revela "pensar positivo" pode gerar resultados contrários | Creditos: PixaBay

Sempre que surge uma dificuldade na vida, aparecem pessoas por todos os lados para dizer: é preciso pensar positivo! Mas será mesmo que somente isto basta para ser feliz e alcançar os objetivos? O consultor, palestrante e professor Luiz Gaziri, no livro A Ciência da Felicidade,publicado no Brasil pela Faro Editorial, alerta: “existe uma grande confusão entre ser positivo e pensar positivo”.

Nesse ramo da ciência, ninguém fez mais descobertas significativas que a professora e pesquisadora Gabriele Oettingen, da Universidade de Nova York e de Hamburgo. Ela e sua colega Doris Mayer pediram à universitários do último ano que informassem se, diariamente, tinham pensamentos positivos, imagens ou fantasias sobre: a entrada no mercado de trabalho, a conclusão da sua graduação e procurar e encontrar um emprego.

Em uma segunda etapa, os estudantes foram instruídos a escreverem sobre esses pensamentos positivos, imagens e fantasias. A terceira fase solicitava que reportassem com qual frequência tinham esses pensamentos e imagens positivas, dentro de uma escala de dez pontos, variando de “muito raramente” a “muito frequentemente”.

Segundo Gaziri, a descoberta da cientista é de deixar os fãs de “O Segredo” decepcionados.

“Oettingen e Mayer, para sua surpresa, descobriram que os estudantes que reportaram ter frequentes fantasias positivas sobre a sua entrada no mercado de trabalho receberam menos ofertas de emprego. Ainda mais intrigante é que, dentro desse grupo (...) que fantasiavam com frequência, aqueles que já estavam empregados recebiam salários menores do que os demais, que fantasiavam com menos frequência. (A Ciência da Felicidade, página 21)

A pesquisa revelou também que os estudantes que idealizavam com frequência o sucesso enviavam menos currículos e, assim, tinha menor chance de conquistar a tão sonhada vaga. “A conclusão foi de que pensar positivo, na verdade, gera resultados contrários aos que as pessoas desejam”, constata o autor.

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