Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 19-10-2019 às 10:20

Sutiãs e calcinhas destacam-se no mercado de moda íntima

A produção de sutiã teve alta de 10,2% e de calcinhas, 9,6%

O desempenho foi melhor do que corpetes/espartilhos, com queda de 22,5% e camisolas/combinações/anáguas, com recuo de 22%. | Creditos: UNSPLASH

Os itens calcinha, cueca e sutiã são os artigos com maior peso no segmento de moda íntima e de dormir. Juntos representaram cerca de 80% da produção em 2018, segundo o Estudo do Mercado Potencial de Moda Íntima e Meias, que acaba de ser lançado pelo IEMI Inteligência de Mercado.

Entre 2014 e 2018, período pesquisado pelo IEMI, a produção de sutiã teve alta de 10,2% e de calcinhas, 9,6%. O desempenho foi melhor do que corpetes/espartilhos, com queda de 22,5% e camisolas/combinações/anáguas, com recuo de 22%.

Segundo Marcelo Prado, diretor do IEMI, a produção em volumes, em 2018, apresentou retração nas roupas íntimas em comparação com 2017 e ficou praticamente estável na produção de meias. Mas para 2019, a expectativa é de alta de 0,7%, tanto nas roupas íntimas como nas meias.

Do ponto de vista das exportações, o Brasil vem mantendo uma trajetória de crescimento observada desde 2014. O maior importador de roupas íntimas é o Paraguai e o de meias são os Estados Unidos.  Com relação às importações, quatro países asiáticos respondem por quase 90% dos valores importados, destacando-se a China com 77,7% da importação.

O consumo aparente de roupas íntimas (produção mais importação, excluindo a exportação) recuou em 2018, atingindo 880 milhões de peças. “Porém, quanto às meias, houve aumento de 23,1%, entre 2014 e 2018, e chegou a 947 mil peças em 2018, impulsionado pelo disparo das importações no período”, acrescenta Prado.

Para o ano de 2019, segundo as estimativas preliminares, além do crescimento de 0,7% no número de peças na produção de moda íntima e meias, apontam também alta de 7,9% nas importações, queda de (-)6,2% nas exportações e crescimento de 2,2% no consumo aparente.

 

Exportações estáveis

O comércio internacional (exportações) de roupas íntimas e meias alcançou a soma de US$ 38,6 bilhões em 2018, o que representa um crescimento de 4,7% em relação aos valores de 2017. Analisando o período todo (2014 a 2018), a expansão foi de apenas 0,7%. Apesar da queda acumulada, entre 2014 a 2016 no valor de 6,6%, devido a reduções nas exportações em países relevantes, houve recuperação entre 2016 e 2018, com alta de 7,8%. “Em termos percentuais, nos últimos dez anos, praticamente a participação de roupas íntimas e de meias no comércio internacional ficou estável, com as roupas íntimas, respondendo por 2/3 das exportações e as meias, por 1/3 do total das exportações mundiais”, analisa Prado.

 

Perfil das unidades produtoras

Na análise dos dados das unidades produtoras de roupas íntimas e de meias verifica-se que as microempresas (de 5 a 19 empregados) produtoras de roupas íntimas e meias representaram 68,5% do total. As pequenas empresas (20 a 99 empregados) somaram 27,8%, as médias (100 a 499 empregados) e as grandes empresas (acima de 500 empregados) participaram juntas, com 3,7%.

O maior número de empresas do segmento de roupas íntimas (54%) concentrou-se na região Sudeste, seguida da região Nordeste com 20%, região Sul com 17%, e região Centro-Oeste com 8%. A região Norte ficou com aproximadamente 1%.

 

Unidades produtoras de roupas íntima e meias por região

A exemplo do que ocorre com a quantidade de empresas, o volume de pessoal ocupado também se concentrou na região Sudeste (55,4%). A região Nordeste apresentou o segundo maior contingente de trabalhadores nesse segmento (27,2%), ficando a região Sul com 12,8%. Nas regiões Centro-Oeste e Norte foram alocados 4,6% dos empregos ofertados pelos produtores de roupas íntimas e meias.

 

Canais de distribuição da produção de moda íntima

Em termos de valores em reais, a distribuição da produção é próxima ao de volumes. Porém, com todos os canais apresentando crescimento ao longo do período. A proporção do varejo especializado no total é de cerca de 60% ao longo de todo período, atingindo a 59,8% de participação, em 2018, sendo que em 2014 correspondia a 62,7%.

“Os setores de moda íntima e meias acabam refletindo muitas relações que o setor de vestuário em geral estabelece com as condições da economia no geral. Os setores acabam sendo influenciados fortemente por variáveis que envolvem o consumo, a situação da atividade econômica e os custos cambiais”, conclui Prado.

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