Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 21-07-2019 às 11:30

Pesquisa inédita releva como a brasileira cuida do coração  

75% possuem histórico de hipertensão na família e cerca de 70% histórico de doenças cardiovasculares, considerados grandes fatores de risco  

Por meio da campanha Mulher Coração são realizadas ações permanentes de conscientização sobre a importância da prevenção e redução dos altos índices de mortalidade. | Creditos: PixaBay

Sociedade Brasileira de Clínica Médica mapeia histórico da saúde de mulheres e seus hábitos, a partir de levantamento com 278 entrevistadas. 75% possuem histórico de hipertensão na família e cerca de 70% histórico de doenças cardiovasculares, considerados grandes fatores de risco  

A Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) está empenhada em alterar a realidade preocupante da incidência de problemas cardíacos entre as mulheres brasileiras. Por meio da campanha Mulher Coração, cuja embaixadora é a diretora do instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, realiza ações permanentes de conscientização sobre a importância da prevenção e redução dos altos índices de mortalidade.

Além de diversas ações promovidas pela iniciativa, que conta também com madrinhas de peso como Maitê Proença, Malu Mader, Fofão e Irene Ravache, a SBCM acaba de realizar uma pesquisa nacional com 278 brasileiras, mapeando o histórico de saúde, seus hábitos de vida, fatores de estresse e rotina profissional, relacionando o conjunto dessas informações aos riscos de eventos cardiovasculares.   


Dados da pesquisa  

Frente a essa realidade, alguns dados levantados pela pesquisa da campanha Mulher Coração são reconfortantes. As estatísticas demonstram que grande parte do público feminino está cada vez mais preocupado com a saúde e por levar uma vida mais saudável.   

Mais da metade das pesquisadas está na faixa de 36 a 55 anos, uma fase em que há mais preocupação com mudança de hábitos, busca pela vida mais saudável e cuidados preventivos.   

Mais de 60% já consultou um clínico geral ou um cardiologista para acompanhar o coração. Cerca de 80% das entrevistadas visitam o ginecologista com frequência, pelo menos uma vez por ano.   

Atividades físicas são praticadas por 60% das mulheres e, quase 50% dizem praticar algum tipo de exercício de uma a duas vezes por semana.  
Além disso, quase 90% não são fumantes, o que diminui consideravelmente as chances de apresentarem doenças cardiovasculares.   

Por outro lado, alguns números ainda preocupam. Quase 60% das mulheres pesquisadas trabalham mais de 8 horas por dia, sem contar a rotina familiar e doméstica, que geralmente é bastante estressante e cansativa.   

Cerca de 80% delas acredita que o estresse é causado pelo trabalho. Depois aparecem ansiedade, trânsito, violência e família respectivamente, como pontos adicionais. O fator sono também conta. Grande parte das mulheres, quase 60%, dorme até seis horas por dia, sendo que o ideal é uma noite de sono com oito horas.   

Quase 80% possuem histórico de hipertensão na família e cerca de 70% histórico de doenças cardiovasculares, considerados grandes fatores de risco.   

Aproximadamente 50% das mulheres realizam três refeições por dia, seguido por cerca de 45% que fazem quatro ou mais. Esse dado é extremamente relevante já que se alimentar bem é uma das principais recomendações dos nutricionistas e profissionais da saúde para manutenção de um hábito alimentar adequado.   

 

Quadro atual   

Com a mudança no estilo de vida e a tendência ao envelhecimento da população, as doenças cardiovasculares passaram a liderar as causas de óbito femininas, ultrapassando as estatísticas de tumores como mama e útero.   

Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), respondem por um terço das mortes no mundo, com 8,5 milhões de óbitos por ano, ou seja, mais de 23 mil mulheres por dia. Entre as brasileiras, principalmente acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.  
Nesse contexto, a campanha Mulher Coração entra em cena com a alta da demanda em virtude do novo estilo de vida adotado pela mulher. O acúmulo de funções pode elevar o risco de problemas cardiovasculares. O foco principal é abordar e conscientizar quanto aos sintomas, que são diferentes dos manifestados pelos homens e pouco divulgados na mídia.  

A campanha Mulher Coração visa alertar autoridades, gestores e comunidade sobre o aumento significativo dos eventos cardiovasculares entre o gênero feminino. Tem apoio institucional da Associação Paulista de Medicina e da Marjan Farma. Veja mais no site.

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