Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 19-06-2019 às 19:12

Previna os riscos de doenças respiratórias nos pets

A queda das temperaturas e o ar mais seco deixam os pets vulneráveis a infecções, resfriados e gripes

Os sintomas da gripe em cachorros e gatos são parecidos com os da gripe em humanos | Creditos: PixaBay

Mesmo os animais maiores e mais peludos sentem e sofrem com os efeitos do frio e do ar seco. As mucosas ressecam e a filtragem de impurezas presentes no ar fica comprometida. Os filhotes e os animais idosos são mais suscetíveis às mudanças de tempo e temperaturas.

O vilão da gripe é o vírus influenza A que, dependendo da espécie, pode associar-se com bactérias dos tipos Bordetella bronchiseptica, Clamydofila felis e Mycoplasma sp, agravando ainda mais o quadro.

Os sintomas da gripe em cachorros e gatos são parecidos com os da gripe em humanos: os animais espirram, tossem, podem ter corrimento nasal e demostram cansaço, apatia. Muitos perdem o apetite.

É uma doença contagiosa e, se não tratada adequadamente, pode evoluir para quadros mais graves. “Na maioria dos casos o tratamento é de anti-inflamatórios e analgésicos. Se o animal tem secreção, administramos também mucolítico. Vale a pena estimular a ingestão de água. Pode ser água de coco se o pet gostar”, orienta a médica Larissa Seibt, do Centro Veterinário Seres do Grupo Petz.

“É preocupante quando o pet apresenta febre e não segue o tratamento adequadamente, porque o quadro pode evoluir para pneumonia, por exemplo. Quando estão com febre, os cães ficam bastante apáticos, rejeitam comida e os olhos podem lacrimejar.

Já nos gatinhos a febre pode ser percebida pelo ritmo da respiração. Os febris respiram mais rápido. “Se suspeitar que o pet está com febre, procure um veterinário o mais rápido possível para que a temperatura seja checada com termômetro e ele possa receber o tratamento adequado o quanto antes”, recomenda Dra. Larissa.

O pet doente pode espalhar a gripe quando lambe, late, tosse, espirra ou pelos objetos que tem contato e acaba contaminando, como as tigelinhas de água e comida.

Você pode estar se perguntado se pode pegar gripe do seu pet ou o contrário, se pode transmitir gripe para ele. E a resposta é: dificilmente. São raros os casos relatados. Na grande maioria, nem o tutor passa gripe para o pet e nem o pet transmite a doença para o tutor.

 

Cuidados para Evitar a Gripe

Seu pet está vacinado? Se a resposta é positiva, o risco dele ficar gripado é menor. As vacinas ajudam a fortalecer o sistema imunológico e algumas delas são administradas em gotinhas no nariz.

Se o seu animal de estimação vai ficar em algum hotel nos próximos dias ou meses ou costuma passear em lugares muito frequentados por outros animais, avalie com o veterinário a necessidade de reforçar a vacina. Em lugares cheios o risco de pegar a doença é maior.

 

Como Proteger os Animais do Frio

Tem animal que não gosta de roupas. Mas se o seu pet curte um look diferente, use casaquinhos e sapatos para protegê-lo do frio. “Os pets podem usar roupas, porém é preciso ter cuidado com o material da confecção. Roupinhas de materiais sintéticos podem provocar alergias, por exemplo, diferentemente das confeccionadas em algodão. Podemos forrar as caminhas e cobrir os pets para eles ficarem mais quentinhos, mas sempre evitando os materiais que possam provocar irritação de pele e alergias”, diz Larissa Seibt.

 

Seu Pet Dorme na Varanda ou no Quintal?

Quando a temperatura está muito baixa, pondere levar seu pet para dentro de casa. Caso contrário, no quintal ou na varanda reforce a proteção contra o frio, vento e chuva. Cubra as casinhas e deixe o abrigo mais confortável e quentinho com colchonetes, mantas ou cobertores.

 

Banhos devem ser mais espaçados no frio?

Em locais especializados, os banhos são dados com água e ambiente em temperatura agradáveis e os pets ficam confortáveis. Então, mesmo nas temperaturas baixas, a frequência do banho não precisa ser diminuída.

“Já em casa fica mais difícil controlar a temperatura ambiente e os banhos devem ser mais espaçados. É bom lembrar que a frequência de banhos depende não somente destes fatores, mas também da raça do pet e das características de sua pele e pelo. É importante perguntar também sobre quando e como banhar o pet nas consultas com o veterinário”, orienta Seibt.

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