Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 19-06-2019 às 19:00

Entenda a doença que, 90% dos casos, ocorrem em mulheres

O Lúpus tem incidência de morte 10 vezes maior em pacientes com menos de 40 anos

O Lúpus está relacionado à predisposição genética e pode ser desencadeado por fatores hormonais e ambientais, tais como: luz solar, infecções e alguns medicamentos. | Creditos: PixaBay

Entendendo o Lúpus:

  • Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico do paciente ataca o seu próprio organismo. Isso gera danos irreversíveis aos tecidos e órgãos e pode levar à morte prematura.
  • A incidência de morte em pacientes com Lúpus que têm menos de 40 anos é 10 vezes maior do que a populaçãoem geral.
  • O Lúpus está relacionado à predisposição genética e pode ser desencadeado por fatores hormonais e ambientais, tais como: luz solar, infecções e alguns medicamentos.
  • A doença pode ser classificada de 3 formas. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), no qual um ou mais órgãos internos são acometidos, o Lúpus Cutâneo, que é restrito à pele e o Lúpus Induzido por Drogas, que surge após aadministração de medicamentos, podendo haver comprometimento cutâneo e de outros órgãos – há melhora coma retirada do medicamento que desencadeou o quadro.
  • O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), é a forma mais séria da doença e também a mais comumafetando aproximadamente 70% dos pacientes com lúpus.
  • Ele afeta principalmente as mulheres, sendo 9 em 10 pacientes, com risco mais elevado de início de LES durante a idade fértil.
  • Sintomas desencadeados pela doença, como dores nas articulações, podem impedir atividades simples, como aprática de atividades físicas, e também a rotina de trabalho, com isso, mais de 50% dos pacientes param de trabalhar em até 15 anos após o diagnóstico de Lúpus.
  • Não há cura para a doença, mas é possível controlar e conviver com ela com o acompanhamento médico regular.

 

Incidência e Prevalência:

  • Globalmente o Lúpus afeta aproximadamente 40 pessoas a cada 100.000 habitantes.
  • No Brasil, estima-se uma prevalência de 98 casos para cada 100.000 brasileiros, sendoaproximadamente 200 mil casos de Lúpus no país.1

 

Sintomas mais frequentes do LES:

O LES pode afetar qualquer órgão do corpo e os sintomas podem variar muito em termos de gravidade e de intensidade. Alguns dos sintomas mais comuns incluem: Fadiga debilitante, febre baixa, perda de apetite, queda de cabelo, inflamação nas articulações - sendo esta observada em mais de 90% dos pacientes. As lesões de pele mais características são manchas avermelhadas no rosto, conhecidas como “lesões em asa de borboleta”. Podem ocorrerainda manifestações em outros órgãos como rins, pulmão, coração e cérebro.

 

Diagnóstico:

O Lúpus é diagnosticado através da presença de um conjunto de sinais e sintomas e alterações em exames. O diagnóstico prematuro de LES é difícil devido aos sintomas não-específicos, como mal-estar, dor nas articulações ou fadiga. Os sinais externos da doença podem ser poucos.

 

Tratamento:

Deve ser individualizado para cada paciente, dependendo das manifestações apresentadas. O médico reumatologistadeterminará o tratamento mais adequado, sendo que os objetivos incluem: reduzir a atividade da doença, tratar os sintomas e crises, reduzir os danos a órgãos. Um dos grandes desafios dos médicos é fazer um equilíbrio entre o tratamento dos sintomas e a minimização dos eventos adversos causados pelas medicações comumente utilizadas.

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