Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 23-05-2019 às 15:30

9 dicas para não degradar os dentes

Você sabia que hábitos como bochechar uma bebida ácida antes de engolir e consumir ácidos antes de dormir aceleram a degradação do dente?

9 dicas para consumir alimentos ácidos e uma lista de 22 itens entre comidas e bebidas em ordem decrescente de acidez. | Creditos: PixaBay

Os ácidos presentes em comidas e bebidas, como sucos cítricos, refrigerantes,álcool e comida processada/refinada são um dos principais tipos de fontes responsáveis pela biocorrosão dosdentes, que é a perda da estrutura dental provocada por um processo químico de dissolução do esmalte porácido, sem envolvimento de bactérias.

De acordo com dr. Luis Calicchio, odontologista e sócio-diretor da Clínica Ateliê Oral, em São Paulo, adeficiência na produção de saliva, conhecida como xerostomia, é outro fator que predispõe pacientes àcorrosão, pois ela tem um papel importante na proteção contra os agentes ácidos.

O especialista ainda alerta: “a biocorrosão, aliada à fricção e à tensão colocada na mordida, principalmente ànoite durante o sono, período em que não existe um controle dos mecanismos conscientes, pode causar micro trincas na região cervical (próxima da gengiva e do esmalte dos dentes) e provocar, em pouco tempo, as chamadas lesões cervicais não cariosas (espécie de depressão no esmalte do dente) e a hipersensibilidadedentinária, que são, hoje, as doenças de maior incidência na boca do ser humano, chamadas de “mal doséculo”, com cerca de 80% da prevalência em pessoas jovens e de meia idade”, diz Calicchio.

Para controlar a erosão, é indicado esperar 30 minutos para escovar os dentes depois de consumir ácidos,evitando, assim, a ação abrasiva das pastas dentais na superfície ainda amolecida do dente.

Outras recomendações para evitar a degradação são: evitar bochechar a bebida antes de engolir e tambémevitar consumir bebidas ácidas antes de dormir, quando os efeitos protetores da saliva estão reduzidos.

 

Para você não sofrer esse desgaste, o que pode ocorrer sem perceber, os especialistas do Ateliê Oral reuniram 9recomendações fáceis de adotar no dia a dia:

1 - Evitar deixar bebidas ácidas por longo tempo na boca. Quando possível utilizar canudo.

2 - Evitar escovar os dentes IMEDIATAMENTE após a ingestão de alimentos e bebidas ácidas e ENXAGUAR aboca com água após a ingestão.

3 - Encerrar as refeições com alimentos ricos em cálcio , como queijo, após a ingestão de alimentos ácidos.

4 - Evitar alimentos ácidos tarde da noite, período de diminuição do fluxo salivar.

5 - Evitar jejum prolongado, a fim de manter o P.H da saliva.

6 - Beber água durante o dia para contribuir com a diluição de alimentos na boca.

7 - Evitar ingestão de frutas ácidas e fontes de fibras, barra de cereal, sem ingestão de água subsequente.

8 - Evitar ingestão diária de gomas de mascar não cariogênica devido aos seus ingredientes ácidos.

9 - Ao comer frutas, escolha as menos ácidas e aquelas com textura mais macias.

 

Veja abaixo uma lista de alimentos e bebidas ácidas em ordem decrescente de acidez

1 - Refrigerante

2 - Bebidas energéticas

3 - Álcool

4 - Açúcar

5 - Bebidas gaseificadas

6 - Comida processada/refinada

7 - Sucos Cítricos

8 - Sorvete

9 - Pipoca

10 - Carne

11 - Café

12 - Queijo Amarelo

13 - Chá

14 - Adoçantes artificiais

15 - Massa

16 - Pão

17 - Suco de fruta pasteurizado

18 - Ovos

19 - Peixe

20 - Arroz

21 - Leite de soja

22 - Aveia

 

Grupos de risco para as doenças bucais do século 21

  • Usuários de aparelhos ortodônticos – o movimento ortodôntico, por si só, gera tensão nos dentes. Por isso, precisam de acompanhamento com profissional competente
  • Esportistas – que fazem alimentação com suplementos que são extremamente ácidos
  • Usuários de pastas clareadoras sem recomendação de especialista
  • Pessoas com alto nível de estresse
  • Usuários de medicamentos antidepressivos
  • Pessoas que sofrem de bulimia ou com vômitos crônicos, pois o ácido clorídrico produzido no estômago dissolve o esmalte dos dentes.

 

* Fonte: Livro “Lesões cervicais não Cariosas e Hibersensibilidade dentária” – de Prof. Paulo Vinicius Soares e John Grippo (2017)

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