Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 22-07-2019 às 12:34

Pesquisadora concilia maternidade com organização de congresso nacional

Renata Dezengrini é presidente da comissão organizadora do Congresso Nacional de Virologia que será realizado em Cuiabá no 2º semestre de 2019; ela se divide entre as demandas do evento que trará profissionais de todo o país e o sonho da maternidade

Renata Dezengrini  e sua encantadora filha Júlia | Creditos: Arquivo Pessoal

Nascida em 19 de fevereiro de 1981 em Palmitos, SC, Renata Dezengrini é a médica veterinária (2003), Mestre (2006) e Doutora (2009) em Virologia pela Universidade Federal de Santa Maria, com período de fellow na Universidade de Illinois Urbana-Champaign. Casada com o médico cardiologista cuiabano, Juliano Slhessarenko, e mãe da pequena Júlia de 3 anos, mudou-se para Cuiabá em 2010, após a aprovação em concurso público de docente da área de Bases da Agressão e Defesa no Departamento de Ciências Básicas em Saúde, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso. 

Professora associada da UFMT, vem orientando Dissertações e Teses, formando academicamente Mestres e Doutores para atuarem na docência, diagnóstico e pesquisa no Estado de Mato Grosso, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Medicina. Atualmente é vice-coordenadora do PPGCS e vem desenvolvendo a área de arbovirologia, importante linha para a Medicina Tropical. 

Dentre os projetos de pesquisa desenvolvidos no laboratório de virologia, destacam-se os estudos epidemiológicos e filogenéticos dos arbovirus circulantes no Estado. Estes virus zoonoticos representam um importante problema de saúde pública ao Mato Grosso e, compreender sua epidemiologia pode favorecer o estabelecimento de medidas preventivas de surtos de disseminação desses agentes.
Também foram descobertas nesses estudos novas espécies de vírus em Chapada dos Guimarães e no Pantanal matogrossense, que mereceram espaço em eventos nacionais e em publicações internacionais. Em homenagem ao Mato Grosso, os novos vírus receberam on nomes de vírus Viola, em homenagem a viola de cocho, e vírus Cururu e Siriri, em homenagem às danças tradicionais de nosso Estado, além de outros diversos novos virus de mosquitos que foram nomeados com nomes de plantas típicas do cerrado ou das espécies onde foram descobertos.

Atualmente, está em fase final um estudo em parceria com o Centers For Disease Control and Prevention dos Estados Unidos, onde foram investigadas inúmeras espécies animais e de mosquitos como potenciais reservatórios do vírus da Zika, com o intuito de prever possíveis reemergencias em solo americano deste arbovírus. Novos estudos em parceria com instituições Nacionais e Internacionais de pesquisa visam desenvolver anticorpos altamente efetivos no reconhecimento dos vírus da Dengue, Chikungunya, Oropouche e Mayaro, com o intuito de promover terapias baseadas em anticorpos monoclonais e testes de diagnóstico sensíveis e específicos para os pacientes. Não obstante, desde o aumento súbito de casos de Chikungunya no Estado, o laboratório em parceria com o ambulatório de reumatologia de referencia na UNIC vêm desenvolvendo um estudo de coorte com os pacientes crônicos, com o intuito de compreender sua patogenia na população matogrossense

Neste ano de 2019, entre 16 e 19 de outubro, Cuiabá será anfitriã do Congresso Nacional de Virologia. A docente, membro da Sociedade Brasileira de Virologia, é a presidente da comissão organizadora do evento, que contará com a participação de 600 pesquisadores, pós-graduandos, docentes e profissionais da área do Brasil e do mundo.

O Congresso dará visibilidade ao Estado, rico em belezas naturais e pelo seu povo hospitaleiro, a esta importante comunidade cientifica, permitindo o desenvolvimento desta área de pesquisa, ainda insipiente, no Estado. Atrairá portanto maiores investimentos e desenvolvimento acadêmico e cientifico aos profissionais, pesquisadores, pós-graduandos e docentes do nosso Estado.

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