Jornal Rosa Choque
Publicidade

Cuiabá - MT, 15-09-2019 às 09:30

Perda auditiva começa cada vez mais cedo

Overdose sonora do dia a dia põe nossa audição em risco

As novas gerações são as maiores vítimas dos danos auditivos em um futuro nem tão distante. | Creditos: PixaBay

Sirenes de ambulâncias; tráfego intenso; obras em edifícios; britadeiras furando o asfalto; carros de som; TV em alto volume; boates; shows, música altíssima nos fones de ouvido. A 'overdose sonora' a que somos submetidos, voluntária ou involuntariamente, pode trazer consequências nada agradáveis à audição. Até mesmo em casa estamos expostos a ruídos intensos: televisão, rádio e aparelhos de som em volume exagerado; barulhos incômodos do liquidificador, aspirador de pó, secador de cabelo; tudo isso pode provocar perda auditiva ao longo do tempo, se não nos resguardarmos quanto ao excesso de barulho.

E as novas gerações são as maiores vítimas dos danos auditivos em um futuro nem tão distante assim. A maioria dos jovens já tem o hábito de ouvir, diariamente, música por meio dos fones, que conduzem o som alto diretamente ao canal auditivo, o que pode causar um mal tremendo.

São os próprios médicos e fonoaudiólogos que alertam: a juventude deve ter mais consciência quanto aos riscos do som alto e proteger a audição sob pena de ter dificuldades para ouvir antes de envelhecer ou até mesmo antes da meia-idade.

“Essa geração da tecnologia, que não larga os smartphones, dependerá mais de aparelhos de audição no futuro. Isso porque ao se expor a uma intensidade sonora acima de 80 decibéis, todos os dias, se arrisca a sofrer  danos irreversíveis à audição com o passar do tempo”, alerta a fonoaudióloga Isabela Papera, da Telex Soluções Auditivas, que ressalta, no entanto, que as consequências não são as mesmas para todos. Variam de acordo com o período de exposição sonora e a predisposição genética de cada um.

"Recomendamos ao que usam fones com frequência que façam uma avaliação periódica. A audiometria informa se o indivíduo já tem perda auditiva e como deve proceder, a partir daí, para evitar o agravamento do problema", aconselha. 

“Quanto mais cedo for detectada a perda auditiva, melhor. Quando o dano à audição ainda é pequeno e o otorrinolaringologista indica o uso de aparelhos, sugerimos um bem pequeno e discreto", explica a fonoaudióloga, que é especialista em audiologia. Infelizmente, é comum que a pessoa só procure tratamento quando o caso está mais grave. Qualquer dano à audição é cumulativo, vai se somando ao longo do tempo e os efeitos podem não ser logo sentidos.

Depois do diagnóstico do médico, cabe aos fonoaudiólogos indicar qual tipo e modelo de aparelho são indicados para atender às necessidades do deficiente auditivo. “Hoje em dia, a tecnologia e o design moderno dos aparelhos auditivos estão ajudando a derrubar preconceitos. Já existe uma diversidade de modelos, alguns completamente invisíveis no ouvido", conclui a fonoaudióloga da Telex.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 360 milhões de pessoas sofrem de perda de audição no mundo. A médica da OMS, Regina Ungerer, defende medidas de prevenção, principalmente para quem mora em centros urbanos, por causa da exposição a ruídos acima de 80 a 90 decibéis.
 

Deixe seu comentário!

O Jornal Rosa Choque não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.

Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Todos os campos marcados com é de preencimento obrigatório.