Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 21-07-2019 às 13:05

Autora expõe a saúde mental das mulheres

A saúde das mulheres sucumbida

A autora embuti um pouco de sua experiência, uma vez que foi tratada pelo dr. Silas Weir Mitchell – médico que a submeteu ao tratamento de cura pelo descanso e quase a levou a loucura. | Creditos: PixaBay

As mulheres há muitos séculos tem sua saúde mental e a saúde física tratadas de forma errônea. Principalmente, no que diz respeito aos seus sentimentos, tudo é demonizado. Desde a idade média que suas questões são resolvidas de forma muito agressiva e acabam por deixar mais crônico, principalmente, o estado mental.

No que permeia o século XIX, a autora Charlotte Perkins Gilman, em seu conto O Papel de Parede Amarelo, recentemente publicado pela Via Leitura, do Grupo Editorial Edipro, faz uma crítica aos métodos de tratamento psicológicos dispensados às mulheres.

Considerados problemas de comportamento, a depressão e/ou outros distúrbios psicológicos que atingem o sexo feminino eram também chamados de histeria. A autora embuti um pouco de sua experiência, uma vez que foi tratada pelo dr. Silas Weir Mitchell – médico que a submeteu ao tratamento de cura pelo descanso e quase a levou a loucura.

Este tratamento que escritora foi submetida é espelhado em sua personagem que enlouquece e cria uma obsessão crônica pelo papel de parede do quarto no qual é isolada. Um quadro médico que se tratado com cautela poderia ter resultado em um diferente final.

Por incrível que pareça, hoje em pleno século XXI ainda existe esta demonização dos sentimentos e distúrbios psicológicos quando parte de uma mulher e a literatura atualmente é uma arma contra essa desinformação. Livros como o Papel de Parede Amarelo trazem à tona o quão retrógrado, prejudiciais e abusivos são esses pensamentos.

 

Sinopse: O papel de parede amarelo transita entre o terror gótico e uma alegoria da opressão feminina. A obra dá título a esta coletânea, que reúne contos ligados ao mistério e ao sobrenatural escritos por Charlotte Perkins Gilman, uma das maiores autoras representantes do feminismo mundial. Com tom autobiográfico – a autora também lidou com a depressão e um casamento frustrante –, O papel de parede amarelo apresenta uma esposa confinada em um quarto pelo marido, o que a faz desenvolver uma obsessão pelo papel de parede, no qual enxerga mulheres aprisionadas. Enquanto o horror psicológico conduz este conto, em A glicínia gigante, A cadeira de balanço e A porta não vigiada, Gilman flerta com histórias de fantasmas e de investigações que envolvem o sobrenatural. Quando fui uma bruxa nos apresenta uma mulher movida pela vingança, capaz de realizar seus desejos. Em Se eu fosse um homem, a autora lida com o fantástico em uma história de troca de corpos. Por fim, Água antiga traz uma história de abuso e assassinato.

 

Ficha técnica:

Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura/Contos
Preço: R$ 29,90
ISBN: 9788567097657
Edição: 1ª edição, 2019
Tamanho: 14x21cm
Número de páginas: 96

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