Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 25-04-2019 às 03:55

Fratura em cães: são mais comuns do que se pensa!

A maioria dos casos de fraturas é oriundo dos acidentes automobilísticos

Encontram-se fraturas isoladas em membro posterior (fêmur e tíbia) e membro anterior (radio, ulna e úmero). | Creditos: PixaBay

Assim como nós humanos, os cães também podem sofrer fraturas, o que aliás, é bastante comum.

A maioria dos casos de fraturas é oriundo dos acidentes automobilísticos. Mediante a isto, nos deparamos com animais politraumatizados, onde existem mais de uma fratura no animal.

Nestes casos é comum encontrar fratura de quadril, mandíbula e até da coluna. Também, encontram-se fraturas isoladas em membro posterior (fêmur e tíbia) e membro anterior (radio, ulna e úmero).

No caso de animais de pequeno porte como Pinscher e Yorkshire, estes podem apresentar fraturas provenientes de acidentes domésticos, tais como: um pulo mal sucedido do sofá, da cama e até mesmo do colo do tutor.

As fraturas têm de ser corrigidas o quanto antes, pois estudos demonstram que no quarto dia após a lesão, a probabilidade do sucesso do tratamento começa a diminuir.

Alguns fatores tais como má nutrição, doenças pré-existentes (diabetes, osteoporose, leishmaniose, “doença do carrapato”), a idade e entre outros, podem vir a atrapalhar no sucesso do tratamento. Ou seja, sabe-se que em filhotes, estes apresentam melhor índice de recuperação quando comparados aos animais adultos e senectos(idosos).

Portanto, se você notar algo diferente em seu animal,  leve-o de imediato ao Médico Veterinário. Sendo este, o único profissional que pode prescrever e/ou ter a conduta ideal, como preconiza a Lei Federal N° 5.517 de 23 de outubro de 1968.

Contudo, medicar o animal por conta própria pode configurar em charlatanismo. Então ao se deparar com um animal acidentado, ou numa situação de socorro ou até mesmo em casos de fratura, o ideal é procurar imediatamente os serviços de um Médico Veterinário. As fraturas sempre devem ser tratadas como urgências e, quanto mais precoce o tratamento, maiores são as chances de recuperação.

Entende-se que o tutor tem o dever de cumprir com a posse responsável, ou seja, não infringir a Lei Federal Nº 9.605 Art. 32 de 12 de fevereiro de 1998.

Desta forma, medidas que possam evitar transtornos aos animais são fundamentais para uma convivência harmônica. Assim como evitar acidentes, (envenenamento, atropelamento, brigas,) são fundamentais para o bem-estar de todos.

Cabe salientar que, levar o seu pet periodicamente ao médico veterinário e o uso de recursos que proporcionem conforto, como uso de guias retráteis, caixas de transporte e até mesmo cinto de segurança apropriado para os pets são boas alternativas para evitar acidentes.

Vale lembrar, que seu melhor amigo merece ter o tratamento adequado, para sempre nos proporcionar alegria, amor e carinho.

 

* Marcos Marini Melo é médico veterinário CRMV 3167, Mestre em Ciências Veterinárias, doutorando em ciências veterinárias UFMT , já foi professor substituto do curso de medicina veterinária da UFMT é Chefe do setor de ortopedia da Clinica Veterinária Clin Dog.

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