Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 21-03-2019 às 22:18

Estreia mundial de “Marighella” acontecerá em Berlim

Filme que marca a estreia do ator baiano na direção faz estreia mundial no evento, que acontece de 7 a 17 de fevereiro

Em “Marighella”, filme dirigido por Wagner Moura, o inimigo número 1 do Brasil tenta articular uma frente de resistência enquanto denuncia o horror da tortura e a infâmia da censura instalados por um regime opressor. | Creditos: Reprodução Instagram @wagnermourafc

Primeiro longa-metragem de Wagner Moura como diretor, o ainda inédito “Marighella” terá sua estreia mundial na prestigiosa mostra da 69ª edição do Festival de Berlim. Com exibição confirmada em fevereiro, o filme estrelado por Seu Jorge, Bruno Gagliasso e Adriana Esteves não concorrerá a prêmios no evento.

O filme é produzido pela O2 Filmes, com coprodução da Globo Filmes e Maria da Fé. A O2 é a única produtora brasileira cinco vezes indicada ao Oscar e está por trás de mais de 30 longas-metragens e mais de 30 séries para TV, acumulando prêmios nacionais e internacionais. Com Wagner Moura, já realizaram filmes como “VIPs”, “A Busca”, “Trash” – e agora o épico “Marighella”, que já nasce chamando a atenção da comunidade cinematográfica mundial.

"Berlim é de longe o meu festival de cinema favorito. Estive lá três vezes, sendo que em uma delas saímos com um urso de ouro. Fiquei muito feliz com a forma com que eles receberam meu primeiro filme lá, colocando-o na mostra principal. Berlim é também, de todos os grandes festivais, o mais político. Faz todo sentido que Marighella estreie lá", afirma Wagner Moura.

Previsto para entrar no circuito comercial em meados de 2019, o longa-metragem conta a história dos últimos anos de Carlos Marighella, guerrilheiro que liderou um dos maiores movimentos de resistência contra a ditadura militar no Brasil, na década de 1960. Comandando um bando de jovens guerrilheiros, Marighella tenta divulgar sua luta contra a ditadura para o povo brasileiro, mas a censura descredita a revolução. Seu principal opositor é Lucio, policial que o rotula de inimigo público nº 1. Quando o cerco se fecha, o próprio Marighella é emboscado e morto - mas seus ideais sobrevivem nas ações dos jovens guerrilheiros, que persistem na revolução.

“Marighella joga luz sobre um dos personagens mais fascinantes da história recente do Brasil. É um filme de ação para jovens e adultos, amparado por uma tradição fílmica absolutamente brasileira, mas que, acima de tudo, respeita a inteligência e a sensibilidade das pessoas”, conta Moura, um dos principais atores brasileiros de sua geração, com mais de 25 filmes no currículo, diversos prêmios e recentemente indicado ao Globo de Ouro por seu trabalho na série “Narcos” (Netflix).

“Marighella é um filme que fala da eterna luta pela liberdade e pelo progresso e das lutas em geral do povo brasileiro – um povo guerreiro e trabalhador, marcado pela superação. Estamos trabalhando a beleza e a precisão desse filme, na vontade e no desafio de recontar esta parte da história do Brasil. E vamos roubar o seu fôlego”, aposta Seu Jorge, que vive o personagem-título.

Na página @marighella_ofilme no Instagram os fãs de cinema poderão acompanhar a trajetória da produção do longa, que passou pela Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.


Sinopse

1969. Marighella não teve tempo pra ter medo. De um lado, uma violenta ditadura militar. Do outro, uma esquerda intimidada. Cercado por guerrilheiros 30 anos mais novos e dispostos a reagir, o líder revolucionário escolheu a ação.

Em “Marighella”, filme dirigido por Wagner Moura, o inimigo número 1 do Brasil tenta articular uma frente de resistência enquanto denuncia o horror da tortura e a infâmia da censura instalados por um regime opressor. Em uma experiência radical de combate, ele o faz em nome de um povo cujo apoio à sua causa é incerto — enquanto procura cumprir a promessa de reencontrar o filho, de quem por anos se manteve distante, como forma de protegê-lo.

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