Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 21-03-2019 às 21:52

Aumentam multas por transporte irregular de pets

O número de infrações em São Paulo cresceu mais de 10% este ano; veterinária orienta sobre o uso dos itens de segurança

“Os pets podem distrair o motorista e provocar acidentes, podem se machucar em freadas bruscas e, caso as janelas dos carros estejam abertas, pular com o veículo em movimento”, alerta a veterinária Karina Mussolino, da Petz. | Creditos: PixaBay

A utilização dos itens básicos de segurança do veículo é obrigatório também para o transporte dos pets. O bichinho de estimação não pode ser levado solto, no lado esquerdo nem no colo do motorista e também não deve andar com cabeça para fora da janela. O risco para quem comete essas infrações é grande, tanto pode limitar movimentos do motorista, como tirar a atenção no trânsito.

“Os pets podem distrair o motorista e provocar acidentes, podem se machucar em freadas bruscas e, caso as janelas dos carros estejam abertas, pular com o veículo em movimento”, alerta a veterinária Karina Mussolino, da Petz. Em São Paulo, a fiscalização está mais atenta. Segundo a CET, de janeiro a junho deste ano, houve crescimento de 10,63% no número de infrações pelo transporte incorreto de bichos, em relação ao mesmo período do ano passado.


O que diz a lei 

O Código de Transito Brasileiro (CTB) prevê o transporte de animais na caçamba de carro aberto como infração grave, perda de 5 pontos na carteira de motorista e multa de R$195,23, além da possibilidade de apreensão do veículo. Dirigir com pet à esquerda ou entre as pernas do condutor é considerado infração média, com perda de 4 pontos e multa R$ 130,16. A legislação também prevê a distração que o pet pode causar enquanto o motorista dirige como infração de grau leve, causando perda de 3 pontos na carteira e multa de R$88,38. 

Chegado o período de férias, a família se prepara para viajar, mas como levar o pet? O mercado oferece diversas opções para quem quer compartilhar às férias com eles, fazendo uma viagem segura e conforme a lei. 

 

Viagem sem turbulência 

O equipamento de segurança mais adequado deve ser escolhido de acordo com o porte físico e comportamento do pet. Os cães de grande porte, por exemplo, ficam confortáveis com o sinto de segurança do peitoral. As fivelas e os assentos são indicados para os cães de porte médio ou pequeno. Já os gatos são animais que se assustam com maior facilidade, então o ideal é que passeiem dentro das caixas de transporte. Os pequenos pets, como roedores, também precisam de cuidados e há opções de guias e caixas para transportá-los com segurança. 
Focinhos devem ficar longe da janela

A veterinária Karina Mussolino indica impedir que os animais fiquem com o focinho para fora da janela, enquanto o carro estiver em movimento. “Ao tomar fortes correntes de ar, o pet pode contrair inflamação no conduto auditivo, úlceras de córnea, entre outros problemas. É possível baixar um pouco mais os vidros ou ligar o ar-condicionado para que o bichinho não sofra tanto com o calor, mas expô-lo à ação do vento em alta velocidade, definitivamente, não é recomendável”, adverte. 

 

Prevenção de enjoos e mal-estar 

Além disso, assim como os humanos, muitos pets podem apresentar enjoo provocado pelo movimento durante o trajeto. Para isso, há produtos específicos, como os palitos que garantem tranquilidade e uma boa viagem, mas sempre é importante procurar o veterinário para as orientações necessárias. “O movimento e os solavancos dentro do carro repercutem nos canais internos do conduto auditivo dos pets – área responsável pelo equilíbrio deles –, causando esse tipo de sintoma", explica a Dra. Karina.

 

Alimentação na hora certa

Ela também orienta não alimentar os pets pouco tempo antes da viagem. Essa medida evita que o animal fique com o estômago cheio e vomite dentro do carro. “Se, mesmo assim, esse tipo de problema acontecer é possível recorrer à medicação. Na dúvida, o dono deve pedir ao veterinário que prescreva algo para atenuar esse tipo de sintoma. Vale lembrar que toda e qualquer medicação ministrada aos pets deve ter a orientação de um médico veterinário”, recomenda.

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