Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 10-12-2018 às 14:32

Aumenta número de cadeiras ocupadas por mulheres na cena política

Além de 7 senadoras, Brasília vai receber 77 deputadas federais, um número 51% maior do que comparado com 2014. Nas assembleias, o aumento foi de 35%, totalizando 161 mulheres eleitas como deputadas estaduais em todo o Brasil

Da esquerda para direita: Selma Arruda (PSL), eleita senadora; Rosa Neide Sandes (PT), eleita deputada federal; e Janaina Riva (MDB), eleita deputada estadual por Mato Grosso. | Creditos: Reprodução Instagram @janainariva / Facebook @Carla Zambelli

O primeiro turno das eleições 2018 marcaram um momento importante quanto a representatividade feminina na política.

O número de mulheres que ocuparão cadeiras na Câmara, em Brasília, como deputadas federais aumentou 51% e nas Assembleias 35%, sendo 161 representantes eleitas como deputadas estaduais em todo o país.

O Senado foi o único segmento que não cresceu, mas manteve o número de mulheres, totalizando 7 escolhidas para o cargo. 

Em São Paulo, a advogada e professora da USP Janaina Paschoal, do PSL, (foto ) foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos. Conhecida porque defendeu a tese do impeachment contra Dilma Rousseff, ela alcançou o maior número de votos da história para o cargo. Janaina ultrapassou a quantidade de votos de 10 dos 13 governadores eleitos no primeiro turno e dos candidatos a presidência Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). 

No Mato Grosso, a Juíza Selma Arruda, do PSL, foi eleita com 678.542 mil votos, sendo 24,65% dos votos válidos. Jayme Campos, do DEM, ficou em segundo colocado com 17,82%.   

No score de deputados estaduais, Janaina Riva, do MDB, foi a mais votada. Ela somou 51.456 de votos. Janaina, além de recordista de votos, será a única mulher na Assembleia Legislativa mato-grossense. 

Rosa Neide Sandes, do PT, também é a única mulher que representará o estado de Mato Grosso como deputada federal na Câmara, a partir de 2019. A ex-secretária de Educação teve  51.015 votos.

 

Candidatura compartilhada

Em Pernambuco, cinco mulheres conquistaram nas urnas a primeira candidatura compartilhada para o cargo de deputada estadual pelo PSOL. 

Carol Vergolino, jornalista, Jô Cavalcanti, ambulante, a professora Kátia Cunha, a advogada trans Robeyoncé Lima e a militante Joelma Carla somaram mais de 38 mil votos.

Representantes de diferentes bandeiras, a candidatura nomeada de "Juntas" agregou eleitores interessados na mudança.

 

Representatividade e fundo partidário

Para viabilizar o ingresso da mulher no cenário político, em 1997 foi incluída na lei eleitoral a cota mínima de 30% de mulheres em todas as eleições.

Em maio de 2018, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu que todos os partidos deveriam repassar 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para mulheres candidatas.

O Congresso Nacional aprovou a criação do fundo, alimentado por dinheiro público, e o presidente Michel Temer sanciou, respondendo a uma consulta feita por deputadas federais e senadoras.

Partidos com mais de 30% de candidatas devem dispor um repasse proporcional. A quantidade de 30% também é base para o tempo de TV, propaganda eleitoral no rádio e televisão. 

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Solange . 09-10-2018 19:21hs

Cabe a cada uma de nós como mulheres acompanharmos o trabalho de cada eleita, exigindo a boa conduta, ética e representatividade do cidadão brasileiro. Queremos um Brasil ao qual tenhamos orgulho em qualquer lugar do mundo que estivermos.