Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 24-10-2018 às 01:12

Habilidades socioemocionais na mira das empresas e universidades

| Creditos: PixaBay

O mercado de trabalho tem se tornado cada vez mais competitivo, exigindo dos candidatos muito mais que aptidões técnicas para a conquista de uma vaga. Além de formação e conhecimento, as habilidades socioemocionais têm entrado fortemente no rol de requisitos para o ingresso profissional.

“Mais do que conhecimento específico para o bom desenvolvimento no trabalho, as empresas estão cada vez mais buscando pessoas que saibam gerir pessoas, com habilidades para refletir, ter pensamento crítico e inteligência emocional suficientes para lidar e resolver até os mais complexos problemas. Ou seja, pessoas com competências socioemocionais”, afirma Morgana Batistella, gerente do programa Líder em Mim (OLEM), da Somos Educação.

O programa desenvolve a metodologia que estrutura o currículo socioemocional em escolas e oferece acompanhamento para a aplicabilidade de práticas que garantem esse tipo de formação para alunos e professores.

Em 2016, um relatório produzido pelo Fórum Econômico Mundial já listava as dez habilidades que todo profissional deve ter até 2020. Compõem a lista a capacidade de resolver problemas complexos; pensamento crítico; criatividade; habilidade para gerir pessoas; capacidade para o trabalho em grupo; inteligência emocional; capacidade de julgamento e de tomada de decisão responsável; além de perfil de prestação de serviço comunitário; habilidade para negociação e para flexibilidade.

Para Morgana, “tratam-se de habilidades atemporais, que servem para qualquer perfil de vaga de emprego e que tornam o profissional apto e completo, capaz de administrar não apenas o trabalho, mas a própria vida, com desenvoltura para lidar com questões como a volatilidade, as incertezas e ambiguidades, tão presentes na sociedade moderna.”

 

Tendência nas universidades

Atentas aos novos requisitos nas empresas, muitas universidades pelo mundo já utilizam as habilidades socioemocionais, inclusive, como requisito na seleção de alunos. No Brasil, já existem instituições que em seus processos seletivos inseriram entrevistas para avaliar esse item.

“Alunos e faculdades saem ganhando com essa preocupação. A instituição de ensino capacita cada vez mais profissionais competentes e preparados para as mudanças do mercado. Já o aluno se vê pronto para enfrentar qualquer situação, seja no âmbito profissional ou pessoal”, afirma Morgana.

A gerente do programa Líder em Mim conclui: “tudo isso pode resultar em profissionais mais conectados com a expectativa do mercado, com maior potencial de contribuição para as empresas e sociedade e maior satisfação pessoal.”

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