Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 21-11-2018 às 11:18

Com empatia, Mônica Xavier acolhe mães de bebês com Down

Antes de ser mãe de 3 filhos prematuros e fundadora do Instituto Empathiae, é uma mulher disposta a mudar o mundo das mães de crianças com Síndrome de Down, ouvindo e amparando-as da melhor maneira possível.

| Creditos: Reprodução Youtube

05/06/2015: um dia decisivo para Mônica Xavier e para quem é mãe de crianças muito especiais. Nesse dia, foi fundado o Instituto Empathiae, que tem como objetivo acolher mães de crianças e/ou bebês com Síndrome de Down, ouvindo e validando as dores que elas sentem. Para o instituto, “acolher” é dar um tempo para essa mãe parar, respirar, escutar-se e viver o luto. Segundo a Mônica, é necessário “enterrar” o ideal de filho para olhar e aceitar o que nasceu e está ali de fato.

Nesse espaço de tempo, o instituto já atendeu cerca de 40 mães com histórias emocionantes. A primeira atendida, por exemplo, chegou a tentar o suicídio na época. Depois de muitas conversas e atendimentos, o emocional dela melhorou – e muito! Hoje, ela está bem e grávida do segundo filho. É uma evolução e tanto! Porém, só foi possível, pois alguém parou para ouvir e validar as dores dela lá trás. Ao limpar cada lágrima que sai dos olhos de mulheres como ela, o Empathiae constrói um relacionamento amoroso entre mãe e filho.

Contudo, os desafios para tudo isso acontecer ainda são grandes. Um deles é a falta de um espaço exclusivo para o atendimento às mães. Até o momento, a sede do Instituto Empathiae é a sala de jantar da Mônica. Outra dificuldade se encontra na falta de voluntários que cuidem das crianças enquanto as mães aprendem a costurar e a fazer outros trabalhos manuais, cursos oferecidos pelo instituto.

Além disso, as voluntárias capacitadas para o acolhimento não têm abertura para entrar nos hospitais e maternidades de São Paulo para ouvir, legitimar as dores dessas mães e dizer: “Eu estive no mesmo lugar que você um dia, já tive os mesmos sonhos destruídos, mas eu descobri sonhos novos.” Quanto antes esse atendimento for feito, melhor. É assim que as voluntárias conseguem dar às mães a esperança que elas perderam quando ouviram o diagnóstico dos médicos.

Os desafios são tantos e tão grandes que superá-los se tornou o maior sonho da Mônica. O mais inspirador é ver que ela, em meio a tantos motivos para desistir, encontra forças todos os dias para continuar lutando pelo que acredita. Força, garra, vontade e compaixão a definem e a tornam uma mente diferente.

“Eu acho que se a sociedade não passar a olhar com uma empatia real pra diferença, a gente vai viver brigando pela inclusão.”

 

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