Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 15-11-2018 às 03:29

Comum no fim do outono, conjuntivite pode ser evitada

Mudanças na temperatura, ambientes mais fechados e má higienização das mãos favorecem a transmissão da doença

| Creditos: PixaBay

Engana-se quem pensa que é apenas a pele que precisa de atenção especial durante o outono. Os olhos também pedem cuidados redobrados nesta época do ano. “É durante a estação de transição entre os meses quentes e frios, em que a umidade do ar é mais baixa, que há grande proliferação de microorganismos no ar que causam a conjuntivite”, explica o médico oftalmologista Dr. André Luís Alvim Malta, consultor das Óticas Diniz – maior rede do varejo óptico do Brasil.

Ainda de acordo com o especialista, outros fatores contribuem para a disseminação da doença. “Por causa das folhas das árvores, que caem com maior frequência no período, e os ambientes mais cheios e fechados, com grande aglomeração das pessoas por conta do tempo seco, os olhos ficam mais sucetíveis à afecção, inclusive porque há maior quantidade de poeira no ar. Tudo isso facilita a transmissão da conjuntivite”, afirma.

Existem três formas mais comuns da doença: bacteriana, viral e alérgica. Os principais sintomas são coceira, lacrimejamento, olhos vermelhos, secreção e sensibilidade à luz. Na conjuntivite viral os olhos ficam ainda mais inchados, podendo haver lesão nas córneas. 

“No caso da conjuntivite alérgica, pessoas que sofrem com rinite, asma, tosse alérgica ou dermatites estão mais propensos. Isso acontece porque há uma reação de hipersensibilidade a um agente específico ou substância estranha ao organismo. Normalmente poeira, ácaros e o pólen das plantas desencadeiam a doença. Porém, diferentemente dos dois primeiros casos, a conjuntivite alérgica não é transmissível”, explica Malta.

O tratamento deve ter sempre a orientação de um médico oftalmologista. “Esse é o único profissional capacitado para isso. Cada colírio tem uma indicação específica que pode ter como efeito colateral o aumento da pressão ocular e o desenvolvimento da catarata, por exemplo. Já o uso de compressas geladas, com o descarte da gaze ou do algodão no lixo logo após serem utilizados, aliviam o desconforto e a coceira, e evitam a contaminação”,  explica o especialista das Óticas Diniz.

A falta de hábitos saudáveis de higiene, como o compartilhamento de objetos pessoais, favorecem a doença nesta estação. “A prevenção deve ser feita o ano inteiro, e não apenas durante o outono, que constuma ter mais casos de conjuntivite. Por isso, evite usar fronhas e maquiagens de outras pessoas, mantenha as mãos limpas e longe do contato com o olhos, enxague o rosto apenas com toalha de papel e fique longe da exposição de agentes irritantes, como fumaça e alérgenos”, finaliza  Malta.

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