Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 10-12-2018 às 16:35

O lúdico como processo de aprendizagem para crianças

Jogos ajudam a criar um entusiasmo sobre o conteúdo a ser trabalhado a fim de considerar os interesses e as motivações dos educandos em expressar-se, agir e interagir nas atividades lúdicas realizadas na sala de aula

Sandra Torres diz que os jogos, as brincadeiras ajudam os alunos com dificuldades a construírem novas descobertas e enriquecem suas personalidades. | Creditos:

O brincar é uma atividade espontânea e natural da criança e é benéfico por estar centrado no prazer, desperta emoções e sensações de bem estar, liberta das angustias e funciona como escape para emoções negativas ajudando a criança a lidar com esses sentimentos que fazem parte da vida cotidiana. Brincando a criança aprende a lidar com o mundo, e forma sua personalidade e experimenta sentimentos básicos como o amor e o medo.

A brincadeira tem sido comumente apontada como espaço privilegiado do desenvolvimento da criança. Deste modo, considera-se que ela deve ocupar lugar de destaque na educação infantil. Porém, na realidade o que muitas vezes acontece e que acaba cedendo espaço para outras atividades pelo educador como sendo mais importantes do ponto de vista pedagógico.

Bem sabemos o quanto é difícil ser educador no mundo contemporâneo. Muitos educadores estão marcados pela ansiedade, pelo medo, pela desvalorização da profissão, pelo baixo-salário, alunos desinteressados e não respectivos à aprendizagem, onde não se interessam pelo aprendizado de uma forma em geral.

O aluno não se sente motivado em aprender, não considera interessante mais o livro didático, a lousa e o caderno. Cada vez mais cedo as crianças entram em contato com os recursos tecnológicos, passando horas sentadas a frente do videogame, da televisão e do computador.

De olho nesse contexto, a professora Sandra Torres, da rede municipal de ensino de Várzea Grande, criou vários jogos lúdicos, novas atividades, com a finalidade de compartilhar as ideias para outras pessoas da rede de ensino. Segundo a educadora ela exerce há profissão há 25 anos, e a há 15 trabalha em sala de apoio como alunos com dificuldades de aprendizagem.

“Através dos jogos, novas atividades o foco é despertar o trabalho lúdico com prazer para as crianças que passa a aprender como maior eficácia e sabedoria seus conhecimentos”.

Sandra Torres enfatiza que trabalhar com os jogos lúdicos é uma expressão de amor, pois tudo passa por aquilo que gostamos. “Trabalhar de forma prazerosa no dia-a-dia na sala de aula é grande prazer”.

Jogos de memória, jogo da velha, jogos de concentração e raciocínio lógico, dominó, cores e formas geométricas são alguns dos modelos feitos de EVA(Etil, Vinil e Acetato), pela educadora.

Segundo ela os jogos, as brincadeiras ajudam os alunos com dificuldades a construírem novas descobertas, desenvolve e enriquece sua personalidade e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao professor a condição de condutor, estimulador e avaliador da aprendizagem.

“Trabalhamos com a formação de palavras, a alfabetização, ilustrando as vogais, caixinhas das emoções. Trabalhamos a inteligência emocional. Estou muito grata por contribuir com meus colegas, proporcionando o resgate do lúdico, o psicológico, cognitivo e emocional das nossas crianças. O foco na sala de apoio é trabalhar as dificuldades das crianças, proporcionando o educando um ambiente mais prazeroso e motivador.

 

O lúdico e a aprendizagem

Os brinquedos e os jogos são muito utilizados por educadores em sala de aula, pois oportunizam, brincando, o desenvolvimento da criança, aguçando e estimulando a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, proporcionando o desenvolvimento da oralidade, do pensamento lógico, da concentração e da atenção e trabalhando os aspectos relacionados à desatenção, inquietude e impulsividade. Assim, a criança descobre, inventa e aprimora suas habilidades.

O lúdico se apresenta como proposta pedagógica no processo de ensino e aprendizagem, ajudando no desenvolvimento físico e psicológico, além de proporcionar motivação para o aluno com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), já que ele apresenta um grau de baixa autoestima muito elevado. Pensando nas dificuldades e nas limitações de uma criança, os professores estão buscando encontrar nas brincadeiras e nos jogos uma maneira de estimular e ensinar essas crianças de forma satisfatória e

prazerosa. “O que uma criança com TDAH não consegue aprender através de metodologias tradicionais conseguirá facilmente através de atividades lúdicas diferenciadas, capazes de propiciar a ela a construção do processo de ensino e aprendizagem. Brincar é uma necessidade e um direito de todos. Quando uma criança está brincando, desde que seja uma brincadeira direcionada e planejada, vai desenvolver o intelecto, o equilíbrio emocional, a criatividade, a independência, a comunicação, socialização e a coordenação motora”, finalizou a professora Sandra Torres.

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