Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 24-09-2018 às 07:15

“Sem solidariedade, a gente não vai longe", diz Tatiana Piccardi

Especialista em transformar experiências difíceis em alegria e motivação para viver, ela fundou a Associação Helena Piccardi de Andrade Silva em 1999 e acendeu uma luz de esperança onde já estava apagada há um tempo

| Creditos: Reprodução Youtube

Foi em 1997 que Helena, sua segunda filha, faleceu de um tumor cerebral grave. Foi difícil enfrentar o luto, a dor era imensa. Porém, Tatiana arrumou um jeito bem especial de lidar com a situação, fundando uma instituição dois anos depois da morte de Helena.

Por ter vivido junto com Helena a luta contra o câncer, percebeu que a maior parte dos hospitais especializados está concentrada no Sudeste, mais especificamente, em São Paulo, o que prejudica o tratamento de quem não mora nessa região. O fato de esses hospitais serem centrais também dificulta bastante a locomoção de quem mora na periferia da cidade.

Pensando nisso, decidiu oferecer transporte tanto aéreo quanto terrestre a crianças e adolescentes moradores ou não de São Paulo que precisam ir aos hospitais para receber o tratamento contra o câncer. No carro da associação, eles encontram, além do conforto, saquinhos adequados a enjoo com vedação para usarem quando quiserem sem constrangimento, podem dormir se estiverem cansados e podem levar um acompanhante.

Além disso, um profissional do Programa Educação e Movimento a Bordo, da instituição, participa do transporte, dando apoio à família em todos os sentidos e propondo atividades lúdicas e educativas para aquelas crianças que estão mais dispostas. Assim, eles chegam ao hospital e depois à casa deles melhor do que se tivessem usado o transporte público, por exemplo.

Tatiana sabe que não há perspectiva de extinção do câncer infantil em um curto espaço de tempo. Portanto, tem plena consciência de que precisa enfrentar todos os desafios para manter a AHPAS em funcionamento e tornar essas experiências menos dolorosas.

Um dia, quem sabe, o sonho dela se torna realidade e a associação não precise mais existir, pois será o fim do problema do transporte e da doença.

Ela possui uma força admirável e provou isso ao transformar uma dor que parece não ter fim em motivação para dar ao próximo uma esperança na vida e na saúde. Com amor, compaixão e muito cuidado, ela leva alegria aos lares que, muitas vezes, foram invadidos pela tristeza e o desamparo. Isso a torna uma mente diferente.

 

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