Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 20-10-2018 às 09:53

Movimentos incontroláveis

| Creditos: PixaBay

Alterações na força, na sincronia, na precisão e na coordenação motora, espasmos, tremores e movimentos incontroláveis são sintomas de distúrbios do movimento, desordem neurológica que pode se manifestar em qualquer idade e atingir tanto homens quanto mulheres.

As causas para o distúrbio do movimento são inúmeras. Entre elas estão muitas enfermidades, inflamações, tumores e infecções. Dependendo da parte do cérebro atingida pela doença, o distúrbio irá afetar uma função do corpo.

“Há uma área profunda no cérebro chamada gânglios da base, que funciona como uma grande central de controle dos movimentos. A maioria das vezes em que o paciente apresenta um movimento anormal é por alguma disfunção nesta região”, explica o neurologista Marcus Vinicius Della Coletta, Secretário do Departamento Científico de Transtornos do Movimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

O transtorno do movimento mais frequente são os tremores, que podem se manifestar de diversas formas, causas e intensidades.

“Em geral as pessoas associam muito a ocorrência de tremores com a doença de Parkinson, porém há muitas outras situações além dele em que o tremor ocorre”, explica o neurologista.

Outra causa frequente de transtornos do movimento é o parkinsonismo, uma associação de lentidão motora com tremores, rigidez muscular e alterações de equilíbrio. Ele pode ser causado pela doença de Parkinson ou por outra alguma outra causa que exigirá um tratamento diferente.

O diagnóstico desses distúrbios exige experiência clínica, além de um amplo conhecimento de neurologia geral. “Como estamos diante de doenças que podem ter origem praticamente em qualquer área do sistema nervoso, e muitas vezes até mesmo ser a manifestação de uma doença sistêmica, o neurologista que atua na área deve estar sempre com a mente aberta para busca de causas que por vezes fujam do comum. Não é raro neste grupo de enfermidades descobrirmos doenças raras acometendo nossos pacientes”, conta o neurologista.

A partir do diagnóstico clínico, são feitos exames complementares, como exames de neuroimagem ou modernos testes de análise genética.

A maior parte dessas doenças não tem cura, mas pode ser tratada em conjunto fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e nutrição. Atualmente, além do tratamento clínico, também existe a possiblidade de tratamento cirúrgico, através da neurocirurgia funcional, para algumas destas condições.

 “Hoje no Brasil existem cerca de 200 neurologistas capacitados no diagnóstico e tratamento dos distúrbios do movimento. Todos os neurologistas em sua formação recebem capacitação para estas doenças, mas para casos mais raros e de sintomas mais complexos, a busca por um profissional especializado pode abreviar o tempo para um diagnóstico mais difícil e acelerar as condutas terapêuticas mais urgentes”, finaliza o neurologista. 

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