Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 20-10-2018 às 08:23

Maria Helena busca melhorar diálogo entre surdos e suas famílias

Maria Helena fundou o Instituto Adhara para atender não só surdos, mas também suas famílias, pois acredita que a interação entre eles é superimportante

O surdo já nasce excluído da família. Por não escutar, ele acaba não interagindo. Quando a família tem a notícia de que o filho é surdo, a primeira coisa que faz é deixar de interagir com o filho. E o que deveria fazer é exatamente o contrário: estimular. | Creditos:

Maria Helena já nasceu em um ambiente envolvido com causas sociais e participou de muitas fundações beneficentes. Em 2004, almejando algo maior, uma conversa mudou o rumo da vida dela e de muitas crianças e adolescentes. Foi quando ela conheceu Simone, uma acupunturista que estava trabalhando com um grupo de surdos.

Embora esse encontro tenha acontecido em 2004, foi só em 2009 que o instituto nasceu de fato. Nesse meio tempo, elas foram aprimorando o trabalho. O que começou como atendimento de acupuntura aos surdos cresceu, amadureceu e se tornou o Instituto Adhara, um centro de convivência com cerca de 120 usuários e 160 familiares que possuem diversas atividades: oficinas de cultura e linguagem, roda de conversa, grupo de oralização, curso de Libras e de português escrito, terapias integrativas como atendimento psicológico por profissionais surdos e ouvintes, reiki, floral e acupuntura e fonoaudióloga. Tudo para desenvolver e aprimorar a comunicação do beneficiário com a família.

Fazer essa comunicação fluir é um dos grandes desafios do Adhara. Para vencê-lo, não é fácil. É preciso muita dedicação para que o surdo entenda o significado das palavras e a representação dos sinais delas. Contudo, são desafios como esse que faz o trabalho do instituto crescer e se fortalecer, seguindo cada vez mais rumo à realização do maior sonho de sua fundadora: a existência de mais centros de convivência como o Adhara. Eles precisam muito – e há muito poucos.

Esse olhar de Maria Helena aos mais carentes a fez persistir em uma missão que poucos aceitam: a de cuidar e zelar pela integração e interação do surdo com a sociedade. E é isso que a faz uma mente diferente.

 

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