Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 21-05-2018 às 02:49

"Quem não é visto, não é lembrado"

Em passagem por Curitiba, a top model Vivi Orth comenta sobre as mudanças na carreira de modelo e seus novos projetos

Vivi Orth, que já foi capa de revistas como Vogue, Elle e Playboy, comenta sobre os desafios da carreira de modelo nos dias atuais. | Creditos: Reprodução Instagram @viviorth

Alta, loira, bonita e cheia de atitude: essas foram as qualidades que levaram a paranaense Viviane Orth (27) a começar sua carreira de modelo há 15 anos, quando participou em Toledo (PR) de um workshop de Marcelo Germano, fundador do Grupo MGT. “Várias pessoas já tinham comentado que eu tinha potencial para ser modelo, mas quando participei desse projeto visualizei que realmente levava jeito para a coisa. Assim, encontrei o que amo fazer”, comenta.

Ela adiciona que até hoje ainda tem apoio de Germano para grandes decisões. “Ele presta consultoria em questões importantes, ajudando no direcionamento de minha carreira”, destaca. Vivi participou da 27ª edição do MGT - O Encontro semana passada em Curitiba compartilhando um pouco de sua experiência com os participantes do evento.

Capa de diversas revistas nacionais e internacionais, com destaque para a Elle e Vogue, além de figurinha carimbada no mais importante evento de moda do Brasil (a modelo já participou de 24 edições do São Paulo Fashion Week - SPFW), ela comenta que a carreira está cada vez mais difícil. “Antes, o grande desafio era iniciar nova em um mundo cruel. Eu, por exemplo, comecei com 13 anos. Se eu não tivesse um bom alicerce e um grande apoio de minha família, dificilmente teria chegado onde estou”, reflete.

Segundo Vivi, o que mudou na atualidade é a concorrência e a velocidade das transformações no mundo fashion. “Com a aceleração das redes sociais, as modelos vêm e vão. Está sendo mais difícil manter uma carreira duradoura. Além disso, agora as modelos não competem mais só entre si: influencers, blogueiras, youtubers e até personalidades fitness acabam sendo apostas das marcas para divulgar seus produtos”, acrescenta.

Para se adaptar às necessidades do mercado, Vivi passou a ser mais ativa nas redes sociais há um ano e meio - com destaque para o Instagram. Entretanto, ela destaca que tenta mostrar quem ela é de verdade. “Busco mostrar 100% quem é a Vivi, o que eu faço, o que está acontecendo de importante. Não invento um personagem”, fala. Ela comenta que as modelos acabam sendo influencers, mas que manter a autenticidade é essencial. “Não quero ter um milhão de seguidores que se identificam com algo que é falso. Prefiro ter menos, que sejam engajados e se identifiquem com o que acredito”, ressalta.

Apesar de a maioria de seus seguidores ter idade entre 25 e 40 anos, ela também se preocupa com outros públicos. “Eu sempre falo que vivemos em um ‘Big Brother’ aberto, sendo que as pessoas querem te acompanhar e ver você não só como profissional, mas também como pessoa. Por isso, tento repassar coisas boas e ser uma boa influência”, destaca a top model. Ela ainda adiciona: “Hoje, se uma modelo quer ter sucesso, é importante manter um bom perfil nas redes sociais. Já participei de testes nos quais a quantidade de seguidores no Instagram foi um dos itens avaliados. Ou seja, é também uma ferramenta de trabalho”.

 

Novos projetos em 2018

Buscando sempre diversificar sua atuação, Vivi compartilha uma grande novidade: no próximo SPFW ela não estará nas passarelas, e sim cobrindo o evento como apresentadora para a Fashion TV. “Estou muito empolgada com essa mudança, estudando e me preparando para o quadro ‘Fashion TV News’, que irá ao ar no final de maio”, celebra. Outra novidade é que ela estará na próxima campanha das Lojas Renner, além de também dar foco no seu projeto de música eletrônica Ella Beats. “Estou muito feliz com essa fase da minha carreira. Acredito que estou chegando aonde sempre quis estar”, finaliza Vivi.

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