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Especialista fala sobre a importância do planejamento familiar

O estilo de vida também tem um enorme peso nesse processo. O uso de tabaco, alcool, drogas ilícitas e até mesmo a automedicação podem desencadear sérios problemas tanto para a mãe quanto para a criança

| Creditos: PixaBay

Casais têm o direito humano fundamental de decidir, livre e responsavelmente, quanto ao número de filhos e o direito de obter instruções e orientação adequada a respeito. Ao menos é isso o que sugere a Lei nº 9.263 de 1996, de Planejamento Familiar, que ampara, inclusive, aqueles que não desejam engravidar.

Para sanar as principais dúvidas sobre Planejamento Familiar, métodos contraceptivos mais indicados e prevenção de riscos na gravidez, o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI) realizou a Oficina de Saúde “Planejamento Familiar – Prepare-se para dar um passo importante em sua vida”.

A Dra. Daniela Leanza, Gerente de Medicina Preventiva da NotreDame Intermédica e especialista em gestação de alto risco, acredita que o Planejamento Familiar é algo que ainda precisa ser amplamente discutido. “A gravidez, sem dúvida alguma, é um momento mágico, mas traz consigo diversas responsabilidades para a mulher e para o homem. Quanto mais as pessoas se atentarem ao planejamento e suas ações, menor serão os riscos financeiros, emocionais e de saúde ”, lembrou.

 

Confira a seguir os principais pontos discutidos durante o encontro:

- Como o Planejamento Familiar pode fazer a diferença na vida dos casais e de suas famílias?

R: O Planejamento Familiar é essencial tanto para aqueles que não desejam uma gravidez naquele momento, como para os que querem ter filhos.

Este planejamento engloba um conjunto de ações e decisões de responsabilidade do homem e da mulher, como a prevenção de DST´s e AIDS, planejamento psicológico e financeiro e até mesmo dieta e qualidade de vida.

 

- Sobre os métodos contraceptivos, quais são os mais indicados?

R: Para determinar o melhor método contraceptivo dependemos de uma avaliação prévia feita por um profissional da área. Cada pessoa pode reagir de maneira diferente de acordo com o método adotado, por isso, não é possível dizer qual é o mais indicado sem uma avaliação específica.

Também é importantíssimo lembrarmos que existe uma fase de adaptação que pode durar de três a seis meses. No momento da escolha de um contraceptivo, devemos buscar sempre um equilíbrio entre indicações e contraindicações, efeitos colateriais e benefícios, a possibilidade de associações de diferentes métodos, possíveis falhas e eficácia, entre outros.

 

- Para quem está planejando engravidar, quais medidas são indicadas antes da concepção?

R: Além das consultas periódicas ao ginecologista, orientamos que tanto a mulher quanto o homem redobrem a atenção ao estilo de vida adotado.

Pode parecer óbvio, mas a consulta pré-concepcional é essencial. Ela serve para a identificação de riscos relacionados à gestação e para que exista uma orientação direcionada de acordo com as caracterísitcas e histórico familiar daquela mulher.

Deve ser realizada, ainda, a avaliação da agenda de vacinas da mulher e possíveis intervenções. Tudo isso visando o melhor no desfecho da gestação.

 

- Qual a importância da atividade física para quem pretende engravidar?

R: Os benefícios são inúmeros. Alguns exercícios específicos irão auxiliar na melhora da postura e do equilíbrio da mulher, evitando alguns incômodos como a dor lombar. Também podemos citar outros benefícios não menos importantes, como o aumento da fertilidade, mais facilidade para lidar com as mudanças corporais, fortalecimento de músculos importantes e redução da ansiedade.

 

- E quais os principais cuidados que devem ser tomados?

R: Podemos começar falando do fator idade, levando em consideração que mulheres com mais de 35 anos podem apresentar mais dificuldade para engravidar, maior risco de aborto e problemas genéticos no feto.

Nos atentamos também para o Índice de Massa Corporal (IMC), que, idealmente, deve estar entre 20 e 25. Um IMC abaixo de 20 pode significar o risco de um parto prematuro, baixo peso ou anemia. Já mulheres com o IMC acima de 25 podem apresentar redução da fertilidade e complicações na gestação, como diabetes e pré-eclâmpsia.

O estilo de vida também tem um enorme peso nesse processo. O uso de tabaco, alcool, drogas ilícitas e até mesmo a automedicação podem desencadear sérios problemas tanto para a mãe quanto para a criança.

 

- O histórico familiar da mulher também deve ser analisado?

R: Sem dúvida. Não só o histórico familiar, como a própria história obstétrica e ginecológica da paciente.

Analisando o histórico familiar, buscamos possíveis anomalias congênitas e cromossomopatias, além das doenças crônicas e  doenças hereditárias.

Em relação ao histórico da própria paciente, avaliamos fatores como a infertilidade, anomalias uterinas ou complicações na gestaçã como um ou mais partos prematuros espontâneos, diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia. Avaliamos também exames pré-concepcionais (exames laboratoriais, clínicos e de imagem).

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