Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 20-10-2018 às 08:31

Chef supera depressão e abre rede de restaurantes

Empreendedora baiana que superou depressão e dificuldades financeiras e hoje é dona de rede de restaurantes e cafés no Rio de Janeiro, dá dicas para quem quer a empreender em meio à crise

Selma, está à frente da rede de restaurantes Champion Fried Chicken e Champion Empada & Café, no Rio de Janeiro, que já registrou faturamento de mais de R$ 3 milhões no período. | Creditos: Divulgação.

A chef de cozinha Maria Selma Mata, de 45 anos, tem uma história de vida inspiradora para quem, por desejo ou necessidade, resolveu empreender. Natural de Ipiaú, município do interior da Bahia, mãe de cinco filhos, Selma se viu morando em uma comunidade em São Paulo, trabalhando na casa de uma família, sem perspectivas e em profunda depressão.

Alguns anos antes, quando era adolescente, Selma, que herdou das avós o amor pela cozinha, chegou a abrir um restaurante na garagem de um vizinho, ainda em sua cidade natal, e a vender “quentinhas” de porta em porta em Salvador. Desde 2016, ela está à frente da rede de restaurantes Champion Fried Chicken e Champion Fried Chicken, no Rio de Janeiro, que já registrou faturamento de mais de R$ 3 milhões no período.  

Hoje conta com 14 cafeterias, 03 restaurantes,  quatro food trucks, uma fábrica com produção própria . Na próxima feira de Franchising, agora em 2018, vão lançar mais quatro marcas. Não bastasse isso, em novembro do ano passado, a rede resolveu expandir para o Paraguai, com mais um restaurante e um café. 

 

Selma tem algumas dicas para quem quer empreender:

- Acreditar em você e na sua habilidade

Mas, qual a receita para empreender sem muito dinheiro? A necessidade de manter a família, a principal motivação para Selma, é o que leva a maioria a buscar o próprio negócio. Entretanto, Selma conta que um dia, assistindo a um programa de tv sobre culinária, percebeu que a sua única saída era fazer o que amava: cozinhar. “Eu precisava acreditar em mim, que a minha habilidade ia me tirar daquela situação”, recorda a empresária. Com novo ânimo, veio para o Rio de Janeiro, vendeu sanduíches na praia, casou-se pela segunda vez e acabou vivendo por 11 anos no exterior.


- Acumular Experiências 

Trabalhou em restaurantes da América Central, do México, dos EUA e da China, mercados em que adquiriu a experiência no segmento de fast food. De volta ao Brasil, começou a atuar na área de eventos e decidiu realizar o sonho de estudar gastronomia. O curso do Senac foi pago com o dinheiro da venda de um carro. “Não tinha apoio financeiro do meu marido, levei muito tempo para convencê-lo de que eu poderia ganhar dinheiro com a cozinha. Para comprar o material, os livros, tudo o que precisava, fazia sanduíches e vendia para os colegas da turma”, conta. 


- Sem dívidas e com muitas parcerias

Mesmo com o país mergulhado em uma grave crise econômica, Selma não desperdiçou a chance de abrir a empresa. “Não investi milhões, tive oportunidade de firmar parcerias. E a vantagem de nunca ter feito dívidas. Com isso, pude negociar valores”, afirma.  Aliás, a taxa de empreendedorismo ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ). 


- Ter um diferencial

Selma, que desenvolveu uma receita exclusiva, um frango temperado com 21 especiarias, frito sem o uso de óleo, inaugurou a primeira loja no Américas Shopping, no Recreio, Zona Oeste do Rio. Hoje, com quase 100 funcionários, a rede Champion Fried Chicken e Champion Empada & Café está presente também no Barra Shopping, Center Shopping, Madureira Shopping, Shopping Metropolitano e West Shopping.


- Amor pelo que faz 

Ter disposição para aprender, amor pelo que faz,  inovação e o cuidado para evitar dívidas são os ingredientes que a empresária recomenda para quem está começando a empreender. Para Maria Selma, qualquer pessoa é capaz de aprender a cozinhar, desde que coloque o amor em primeiro lugar. “Cozinha é amor. Todo mundo pode cozinhar, mas tem que ter vontade, técnica, percepção e, sobretudo, amor”, declara. 

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