Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 24-09-2018 às 19:22

Maria Bethânia protagoniza 'Karingana – Licença para contar'

Junto com a cantora brasileira, o angolano José Eduardo Agualusa e os moçambicanos Mia Couto e Mingas falam sobre a potência e as diversas nuances da literatura nos dois maiores países africanos de língua portuguesa

Cantora Maria Bethânia em cena de “Karingana: Licença para contar”. | Creditos: Divulgação: Agência Febre.

Um filme sobre a força da palavra em Moçambique e Angola. Estreia na 'Quinta do Pensamento' (22), às 21h35, o documentário exclusivo do Curta! “Karingana – Licença para contar”.

O longa reúne grandes artistas lusófonos, como a brasileira Maria Bethânia, o angolano José Eduardo Agualusa e os moçambicanos Mia Couto e Mingas para falar sobre a potência e as diversas nuances da literatura nos dois maiores países africanos de língua portuguesa. Acompanhados por especialistas locais, eles comentam o papel da escrita como embate à colonização e a influência de autores brasileiros em Moçambique e Angola. O título da produção já traz a marca da cultura e história locais na literatura. "Karingana" é uma expressão da língua tsonga, falada no sul de Moçambique, utilizada sempre que um poeta ou contador de histórias inicia uma narrativa, como o nosso “era uma vez”. Produzido pela CineGroup, o longa-metragem dirigido por Monica Monteiro, foi financiado pelo Fundo Setorial do Audiovisual (PRODAV 02/2016).

O caráter inventivo do cinema de Edgar Navarro é o tema do episódio inédito da série “A Linguagem do Cinema”, que estreia na 'Quarta de Cinema', 21, às 21h05. O programa traz as experimentações técnicas e artísticas do cineasta em filmes super-8, formato que usou desde o começo da carreira e elegeu como o preferido para realizar suas experiências cinematográficas. A ousadia lhe rendeu diversos prêmios. Em 1989, seu média-metragem "Superoutro" levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator no Festival de Gramado e foi selecionado para os festivais de Havana, Tróia, Nova York e Helsinque. Já em 2005, o primeiro longa de Navarro, "Eu Me Lembro", foi o vencedor nas principais categorias do Festival de Brasília, incluindo a de Melhor Filme. Dirigido por Geraldo Sarno, “A Linguagem do Cinema” é uma coletânea de dez títulos que investiga o processo criativo de importantes realizadores e técnicos do cinema nacional, incluindo Lúcia Murat, Cacá Diegues, Rosemberg Cariri Eryk Rocha, Cao Guimarães, Luiz Carlos Barreto, entre outros.

Também na Quarta, só que um pouco mais cedo, às 19h, é a vez de um episódio inédito da série “Mobilis”, que nessa semana analisa o principal meio de locomoção do Brasil: o ônibus. A produção analisa por que essa é a opção de transporte de 87% dos brasileiros e, ao mesmo tempo, investiga os motivos da preocupante queda do número de passageiros nos últimos anos em favor do uso de carros e motos.  Ao longo de 13 episódios, a série documental "Mobilis" percorre mais de 900 km em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belém para revelar como os movimentos de ir e vir nos diferentes meios de transporte urbanos apresentam várias formas de ver a cidade. Contando com depoimentos de especialistas, ativistas e cidadão comuns, além de pesquisas realizadas no Brasil e no exterior, a produção propõe uma reflexão sobre a ocupação de espaços públicos e individuais e os cenários ideológicos, sociais, políticos e culturais existentes nos centros urbanos. A série é uma produção da Miração Filmes com financiamento do Fundo Setorial do Audiovisual, o FSA.

Ainda na Quarta de Cinema, às 20h, a faixa “A Vida é Curta!” homenageia personalidades que interpretaram o Brasil no cinema, na charge, na crônica e na música. Para começar, “Mauro, Humberto”, de David Neves, revela a trajetória do cineasta Humberto Mauro, realizador atuante entre 1925 e 1974. Depois, é a vez de “J.Carlos”, de Norma Bengell e Silvio Tendler, que conta a vida do chargista, ilustrador e designer que dá título ao filme, considerado um dos maiores representantes do estilo art déco no design gráfico brasileiro. Encerrando a faixa, “Nelson Cavaquinho”, de Leon Hirszman, conta o cotidiano do sambista. A produção ganhou o prêmio destaque do júri no Festival Brasileiro de Curta-Metragem, em 1971, e foi montada pelo amigo de Hirszman e também cineasta Eduardo Escorel. 

A última parte do documentário “O Guia Pervertido da Ideologia”, dirigido por Sohie Fiennes e protagonizado por Slavoj Zizek, será exibida na Quinta do Pensamento, 22, às 23h. A produção recria cenários de filmes clássicos de modo que o filósofo apareça dentro deles propondo teorias surpreendentes sobre longas como “Titanic”, "Tubarão", "A Noviça Rebelde", "Laranja Mecânica" e "Taxi driver". Narrador e apresentador das cenas, Zizek também assina o roteiro do documentário.

Uma experiência musical sem entrevistas ou depoimentos é o que o público vai encontrar no documentário “O Piano que Conversa”, do diretor Marcelo Machado, atração da Segunda da Música, 19, às 22h30. No filme, a música é mais do que objeto, é linguagem e narrativa. Partindo do trabalho do pianista Benjamim Taubkin, a produção mostra o diálogo da música instrumental com diferentes tradições, aproximando a experimental da tradicional, a instrumental da cantada, a nacional da internacional. “O Piano que Conversa” é financiado pelo Fundo Setorial do Audiovisual (PRODAV 01/2013).

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