Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 26-09-2018 às 08:19

O assédio deve ser discutido sim!

A psicóloga e escritora Beatriz Cortes aborda essa temática nas obras de sua autoria

| Creditos: PixaBay / LC

Assédio é uma pauta bastante discutida ultimamente, e quanto mais se fala no assunto, mais é possível perceber sua relevância e como a discussão ainda está em fase inicial para grandes mudanças.

De acordo com a pesquisa realizada pelo DataFolha com dados de 2016, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança, 503 mulheres brasileiras são vítimas de agressão física a cada hora, em 61% dos casos, o agressor é um conhecido, em 19% das vezes, eram os parceiros atuais das vítimas. 43% dessas agressões aconteceram dentro das casas das vítimas e 40% das mulheres brasileiras acima de 16 anos já sofreram algum tipo de assédio. Mais de 5 milhões de mulheres já foram assediadas no transporte público e outras 20 milhões já ouviram comentários ofensivos na rua. Finalmente, 2,2 milhões das mulheres entrevistadas disseram já ter sido beijadas ou agarradas sem consentimento.

E os números não param por aí, em escala global a fundação Kering divulgou que mais de 15 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos já sofreram com o abuso sexual, o estudo também diz que 1 a cada 4 garotas estadunidenses sofrem abuso sexual antes dos 16 anos. De acordo com a Universidade Quinnipiac, nos Estados Unidos, 60% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio.

Com o movimento Time’s Up levantado durante as premiações de Hollywood, em que mulheres da indústria ergueram suas vozes para falar dos abusos sofridos todos os dias, mais casos vêm sendo expostos e o assunto aos poucos ganha seu espaço. Com atos e discursos fervorosos como o da atriz Frances Mcdormand, quando ganhou sua estatueta como melhor atriz no Oscar de ontem, atrizes, produtoras, diretoras e outras profissionais do meio pedem por mais espaço de trabalho na indústria cinematográfica e mostram que o assédio e machismo devem ser discutidos.

A pesquisa do DataFolha também mostrou que 52% das mulheres brasileiras que sofreram violência se calaram, apenas 11% procuraram a delegacia da mulher. Quando as mulheres se calam, seus agressores vencem e tem a oportunidade de fazer a mesma coisa com outras pessoas, afetando cada vez mais vidas. Porém, para se abrirem e procurarem as autoridades, essas mulheres precisam se sentir seguras e saber que não serão julgadas quando falarem do assunto, e que, acima de tudo, receberão a ajuda que necessitam para que os culpados sejam punidos.

Por isso é importante que mulheres tenham seu lugar de fala, um espaço para que compartilhem suas histórias e se sintam protegidas. Lembrando que a vítima nunca tem culpa, e que o que importa não é onde ela estava, com quem, ou com que roupa, a única coisa que importa é que ela é um ser humano com direitos que merece respeito e que ninguém tem direito de violá-los.

A psicóloga e escritora Beatriz Cortes aborda essa temática nas obras de sua autoria. É um passo para poder conscientizar o público sobre o assédio e como ela interfere negativamente diariamente a mulher. Além disso, como mulher e profissional, a autora está disponível para conversar com a imprensa e além de transmitir informação, reconfortar elas, e clarificar a todos que sim, precisamos falar sobre assédio.

 

Sobre a autora

Beatriz Cortes é uma autora jovem pronta para transformar suas ideias e sentimentos em páginas de livros. Psicóloga, com 23 anos e nascida no interior do Rio de Janeiro, em meio a grande variedade de livros disponíveis no mercado, Beatriz Cortes faz parte de uma geração que se orgulha de poder contribuir para o crescimento e fortalecimento da literatura nacional. Leitora assídua desde a infância, a jovem é a autora de três livros publicados pela Novo Século Editora em seu selo principal, O outro lado da memória, Por uma questão de amor e Aonde quer que eu vá, romances que são capazes de emocionar leitores de todas as idades. Em Meu doce azar, a autora se desafia em um novo estilo, prometendo discutir com bom humor o importante papel da mulher na sociedade.

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