Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 18-07-2018 às 19:59

Educadora destaca pontos da nova Base Curricular

Documento servirá de orientação curricular para escolas públicas e privadas de Ensino Infantil e Fundamental de todas as regiões do país

| Creditos: PixaBay

Com a homologação pelo Governo Federal da nova Base Nacional Comum Curricular, é preciso ficar atento ao que muda efetivamente na educação das crianças.  Quando a BNCC for implantada, o que deve ocorrer a partir de 2019, ela será o guia para o que acontece nas salas de aula de Norte a Sul do Brasil. Um total de 60% do conteúdo deverá se basear na BNCC. O restante será definido pelas redes e escolas.O documento orienta tanto escolas públicas quanto particulares de Ensino Infantil e Fundamental e tem por objetivo garantir a uma educação mais igualitária, reduzindo as diferenças encontradas entre os currículos dos estados e regiões brasileiras.

 

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Para a educadora Daniela Cassiano, gerente de operações da Planneta e pós-graduada em gestão escolar, dois pontos merecem destaque: a antecipação do terceiro para o segundo ano do Ensino Fundamental da conclusão do processo de alfabetização das crianças; e a utilização de tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem de uma forma crítica, reflexiva e ética. Segundo ela, são mudanças importantes, que vêm ao encontro das necessidades de adequação da educação à realidade do século 21, uma era digital e tecnológica na qual as crianças estão inseridas. Daniela Cassiano alerta, no entanto, que a parte mais difícil é saber como tirar do papel as mudanças exigidas.

“Caberá a cada gestor escolar reunir seus professores para discutir a fundo o que precisa ser feito para transformar o modo de educar a fim de que efetivamente seja colocado em prática, dentro da sala de aula, o que determina o documento. Os currículos escolares terão de ser adaptados às novas diretrizes ao longo de 2018, a implementação será feita até 2020 e os professores devem receber formação continuada para se ‘familiarizarem’ com os novos parâmetros, orientações e objetivos de aprendizagem”, explica a educadora da Planneta.

Daniela Cassiano acredita que é imprescindível a capacitação dos professores para esse novo tempo, bem como o auxílio fundamental de recursos pedagógicos. “É importante garantir algumas condições mínimas para que a implantação da Base ocorra com sucesso. As propostas são perfeitamente adotáveis, porém, é imprescindível destacar os programas de formação dos professores para fortalecer as estratégias de ensino e aprendizagem que devem iniciar mais cedo, já na fase da educação infantil”, pontua. 

Com relação à alfabetização mais cedo das crianças, a educadora acha positivo, mas para isso é preciso garantir recursos didáticos, como livros de literatura infantil, por exemplo, para ensinar de uma forma lúdica e criativa e formar bons leitores, o que fará com que as crianças sejam capazes de produzir bons textos. Outro recurso importante é o alfabeto móvel, muito útil no dia a dia em sala de aula, na introdução à leitura, para a formação de palavras, letra inicial, letra final, número de letras e muito mais. Por meio desse recurso os alunos levantam hipóteses e avançam no processo de alfabetização.

Já no que diz respeito ao uso da tecnologia de forma crítica e reflexiva, Daniela Cassiano destaca que a nova Base Curricular reflete os anseios da própria comunidade escolar por mudanças no padrão atual de educação e lembra que muitas escolas públicas do país já implementam programas de informática educacional que complementam o ensino das disciplinas, por meio de softwares, vídeos e outros recursos que tornam o aprendizado mais prazeroso e instigante. Escolas de diversos municípios do interior de São Paulo, por exemplo, onde a Planneta atua, já contam também com programas permanentes de capacitação de professores, de forma a orientá-los sobre essa interação tecnologia-educação e sobre como podem tornar suas aulas mais atraentes. A educadora destaca a necessidade cada vez mais urgente da participação do aluno no processo educacional, a fim de torná-lo um agente importante de seu próprio aprendizado.

“Para que isso ocorra, um dos caminhos é fomentar a produção de conteúdos pelo próprio aluno. Atualmente tem-se falado muito a respeito da cultura maker, o que abre espaço para que o aluno coloque a mão na massa e valorize a criação, ou seja, que ele não veja a escola como um espaço improdutivo e insignificante. Ao colocar a mão na massa, o aluno passa a desenvolver diversas habilidades, entre elas o trabalho em equipe; a criatividade; a colaboração; o empreendedorismo e a liderança, habilidades que são essenciais no século 21”, explica a educadora. Ela acredita que para que isso aconteça, também será necessário um olhar diferenciado do professor, que deve propor projetos e oficinas nas quais os alunos possam reinventar-se, além de incentivar e orientar os alunos a produzirem conteúdos de forma crítica, significativa, reflexiva e ética.

 

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Ainda visando atender ao mundo globalizado em que vivemos, a nova Base Curricular estabelece que o idioma inglês seja a língua estrangeira obrigatória, que deve ser ensinada a partir do sexto ano do Ensino Fundamental. Na versão anterior da BNCC, a escolha do idioma era responsabilidade das redes de ensino.

Outras mudanças educacionais ainda merecem destaque, como por exemplo as novas diretrizes sobre o ensino religioso e o que deve ser trabalhado do 1º ao 9º ano; além de guias sobre os temas de orientação sexual e identidade de gênero, que deverão ser discutidas por uma comissão do Conselho Nacional de Educação.

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