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Homens também têm relógio biológico

Estudos internacionais mostram que idade dos homens influencia chances de uma gravidez

Os dados revelaram uma forte redução na contagem de esperma ao longo dos anos entre os habitantes de países ocidentais ricos | Creditos: PixaBay

Só neste ano, dois estudos internacionais alertaram os homens sobre o prazo de validade na escolha de se tornarem pais. “Por muito tempo acreditou-se que o tempo passava somente para a mulher quando o assunto era decidir ter um filho, mas a ciência tem mostrado o contrário”, afirma a especialista em reprodução assistida Cláudia Navarro.

Em uma das publicações, os pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisaram dados de aproximadamente 19 mil ciclos de tratamento de fertilização in vitro na região de Boston entre 2000 e 2014.

 

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Como era de se esperar, no caso das mulheres, aquelas que tinham entre 40 e 42 anos tiveram as menores taxas de sucesso no tratamento, e, para essas mulheres, a idade do parceiro não teve impacto. Mas, para mulheres mais jovens, a idade do aspirante a pai teve influência significativa. As parceiras com menos de 30 anos com parceiros entre 30 e 35 anos tiveram taxa de sucesso de 73%. Por outro lado, para mulheres na mesma faixa etária, com parceiros entre 40 e 42 anos, a taxa cai para 46%. Os pesquisadores consideram que os resultados servem para ajudar mulheres a encorajarem seus parceiros a ter um filho, uma vez que certas vezes elas enfrentam resistência por parte deles.

De qualquer maneira, aponta a especialista, a pressão ainda é maior para o sexo feminino. “Devemos considerar que a idade feminina ainda é de longe a principal responsável pelo sucesso dos tratamentos”, acrescenta Cláudia.
Infertilidade masculina

Esse novo dado é acompanhado também das estimativas de infertilidade masculina. Um estudo científico da Escola Icahn de Medicina do Hospital Mount Sinai, em Nova York, nos Estados Unidos, contou com uma ampla análise de mais de cem pesquisas internacionais sobre a questão. Os dados revelaram uma forte redução na contagem de esperma ao longo dos anos entre os habitantes de países ocidentais ricos.

 

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Segundo os pesquisadores, os dados indicam que, entre os anos 1970 até 2013, a concentração e a quantidade total de gametas masculinos caíram mais que a metade entre os moradores em geral da América do Norte, Europa, Austrália e Nova Zelândia.

“Estima-se que, quando se consegue definir a causa da infertilidade, em 40% das vezes, o empecilho vem do homem, noutros 40%, das mulheres e, ainda, em 20% dos casos, ambos têm algum problema que impede a fecundação”, aponta a médica.

Apesar de o estudo feito em Nova York apontar uma realidade que estaria geograficamente distante do Brasil, os pesquisadores ressaltaram para a possibilidade da redução de gametas masculinos ser um fenômeno global. Mas ainda há resistência de alguns homens na hora de realizar exames para verificar a qualidade do esperma, afirma Cláudia. “É comum, ainda, me deparar com pacientes que demoram e até mesmo se recusam a fazer o espermograma, exame responsável por analisar o sêmen e isso pode vir até a afetar a relação”.

Além disso, a médica destaca que o fato de o homem ter sido pai anteriormente não garante a fertilidade numa nova tentativa. “Devemos ressaltar ainda que se a mulher tiver algum problema de infertilidade, isso não afasta uma possibilidade de alteração no sêmen, pois existe a parcela em que os dois parceiros apresentam exames alterados”, completa Cláudia.

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