Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 22-07-2019 às 11:50

Pesquisa revela fato curioso sobre a evolução das princesas da Disney

De donzelas a heroínas, as personagens vêm mudando com a sociedade

| Creditos: Shutterstock

As princesas da disney - e desde sua primeira personagem feminina de grande sucesso nas telinhas, a “branca de neve” (1937) – sempre exerceram um enorme fascínio no imaginário de diferentes gerações de crianças no mundo inteiro.

Por muito tempo, elas representaram o ideário de comportamento das mulheres. Ainda que tal estereótipo tenha mudado com a evolução da sociedade, e heroínas tenham ocupado o lugar das donzelas indefesas, duas pesquisadoras americanas, Carmen Fought, do Pitzer College, e Karen Eisenhauer, da North Carolina State University, constataram que existe uma enorme diferença entre os gêneros apresentada nas animações.

As análises através da linguística partiram do princípio das falas das protagonistas em relação aos homens. Os filmes selecionados foram “Branca de Neve” (1937), “Cinderela” (1950), “A Bela Adormecida” (1957), “A Pequena Sereia” (1989), “A Bela e a Fera” (1991), “Aladdin” (1992), “Pocahontas” (1995), “Mulan” (1998), “A Princesa e o Sapo” (2009), “Enrolados” (2010), “Valente” (2012) e “Frozen” (2013).

O número de homens foi superior ao de mulheres em quase todos os exemplos, a não ser em “Cinderela”, que deu empate.

Na obra “A Pequena Sereia”, 32% dos diálogos são das personagens femininas; em “Mulan”, filme em que uma jovem salva a China, esse número cai para apenas 23%.

O blockbuster “Frozen”, com duas princesas liderando a história, separa somente 41% dos seus diálogos para as mulheres, enquanto os homens ainda ficam com a maioria. Os únicos TÍTULOS recentes que possuem mais linhas destinadas às mocinhas são “valente” e “enrolados” com 74% e 51% respectivamente. Contudo, as linguistas perceberam que, mesmo no papel de heroínas independentes, as protagonistas têm muito menos voz atualmente, que se comparadas com as inocentes princesas em perigo dos anos entre 1930 e 1950.

Apesar dos dados mostrarem um pouco de retrocesso nesse sentido, elas também descobriram algo interessante: nas novas animações, 40% dos elogios dirigidos às mulheres envolvem suas habilidades e realizações e não unicamente suas aparências, como nos acontecia nos clássicos antigos, em que índice baixava para 11%. O contrário, na verdade, aconteceu com os homens nos filmes: têm cada vez mais a beleza enaltecida.

Os números e as mudanças também refletem a inclusão de criadoras no processo de desenvolvimento da temática dos longas. Resta torcer para que isso seja sempre crescente, a fim de se atingir uma sociedade mais igualitária e justa nessa questão.

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