Jornal Rosa Choque
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Cuiabá - MT, 26-08-2019 às 00:32

Conheça as principais doenças do Inverno

Doenças de inverno. | Creditos: Shutterstock

Entre os dias 21 de junho e 22 de setembro, ocorre a estação mais fria do ano. Com suas temperaturas constantemente baixas, o inverno é odiado por alguns e esperado por outros. Mas o que não dá para negar é que os dias gelados de inverno, apesar de charmosos, podem fragilizar a saúde do organismo: o frio provoca o corpo a gastar mais energia com o controle de sua temperatura, diminuindo sua capacidade imunológica. Com a imunidade baixa, o organismo encontra-se mais vulnerável para contrair doenças. Além disso, as bruscas mudanças de temperatura estimulam as pessoas a se aglomerarem em locais fechados e a usarem roupas há muito tempo guardadas, o que propicia o contato com bactérias, vírus e ácaros causadores de doenças respiratórias.

Para curtir os meses de baixas temperaturas sem abrir mão da disposição, conheça agora as principais doenças do inverno e saiba como se prevenir contra estes incômodos sazonais:

GRIPE

A gripe é, de longe, a doença mais comum do inverno. Graças à sua fácil transmissão em ambientes populosos e fechados, a quantidade de gripados cresce muito durante a estação do frio. Ocasionada pelo contato com o vírus Influenza, a conhecida gripe causa prostração, coriza, obstrução das vias nasais, falta de apetite, alta incidência de espirros, dor no corpo e febre. O próprio corpo é capaz de combater o vírus da gripe num prazo estimado de 7 dias, mas os sintomas apresentados durante este processo devem ser controlados para que não causem complicações. Logo, o tratamento da gripe é baseado em repouso, hidratação, antitérmicos e analgésicos prescritos pelo especialista.

Para se manter afastado das gripes, exercite o hábito de lavar sempre as mãos, dar preferência para ambientes arejados, caprichar no consumo de vitamina C e manter-se sempre bem agasalhado. Outra boa opção é a vacinação, especialmente recomendada para crianças, idosos, gestantes e diabéticos.

SINUSITE

Esta é uma dolorosa inflamação na região dos seios da face (localidade das maçãs do rosto, arredores do nariz, olhos e testa). Ocorre pela obstrução das secreções que passam nestes canais, causada tanto por questões alérgicas (poeira, cheiros, choque térmico, agentes químicos) quanto por vírus ou bactérias. Esta obstrução causa forte pressão na cabeça, que desencadeia intensas dores (que podem atingir inclusive ouvidos e garganta), inchaço nas pálpebras e secreção nasal. Seu tratamento consiste na tentativa de desobstruir as vias e acabar com o sobrecarga na região: descongestionantes ou antibióticos são administrados, de acordo com a causa específica de cada quadro.

Para passar bem longe dos incômodos da sinusite, as dicas são apostar na alimentação saudável, na constante hidratação e nos exercícios físicos, para manter o sistema imunológico em dia. Lavar as mãos frequentemente, agasalhar-se bem, largar o cigarro e higienizar os ambientes também ajuda na prevenção.

RINITE ALÉRGICA

A rinite alérgica é o processo inflamatório que ocorre na mucosa do nariz, causando hipersensibilidade na região ao entrar em contato com substâncias que o corpo interpreta como ameaças. O frio potencializa os quadros de rinite alérgica por aumentar a exposição à poeira, ácaros, bolores, mofos e fungos em geral, comuns em ambientes fechados e em roupas guardadas por longos períodos. A rinite causa vários desconfortos físicos, como espirros constantes, obstrução das vias nasais, coriza, dor de cabeça e, em alguns casos, inchaço nas pálpebras. Medicações que atenuem os sintomas são as recomendadas para tratar as crises de rinite.

Higienizar ambientes e roupas por completo é a principal maneira de manter-se afastado desta inflamação do trato respiratório.

AMIGDALITE

É a inflamação das amígdalas, localizadas na porção superior do pescoço, uma de cada lado. O processo é desencadeado pelo contato com vírus ou bactérias, via oral ou nasal. Mais comum entre crianças e adolescentes, a amigdalite desperta sintomas como dor ao engolir, inchaço e manchas (brancas ou vermelhas) na garganta, febre, cansaço, dor de cabeça, rouquidão e mau hálito. Em grande parte dos casos, tratamentos com anti-inflamatórios solucionam o problema.

Novamente, a dica de prevenção é lavar as mãos várias vezes ao longo do dia. Não emprestar itens de uso pessoal e vestir-se adequadamente para possíveis mudanças de temperatura também ajuda a manter o corpo protegido contra a amigdalite.

BRONQUITE

É a inflamação dos brônquios, órgãos responsáveis por conduzir o ar até os pulmões. Esta enfermidade pode se manifestar em sua forma aguda (episódios isolados, curtos) ou crônica (aparição contínua, alta recorrência), sendo a primeira forma ocasionada – em grande parte dos casos – pelo contato com vírus, e a segunda desencadeada pela sucessão de fatores prejudiciais, sendo o fumo o principal destes fatores. Bebês e idosos são os principais grupos de risco desta inflamação, que causa tosse excessiva e expectorada, dor no peito e abdômen, rouquidão, chiado no peito, falta de ar, cansaço e, em alguns casos, febre. Seu tratamento envolve, geralmente, a administração de xaropes, medicamentos antialérgicos e inalação, em conjunto com reeducação de hábitos de saúde.

Para viver o inverno longe da bronquite, a dica é lavar sempre as mãos, evitar exposição a agentes químicos que possam causar irritação pulmonar e, é claro, parar de fumar.

ASMA

A asma consiste na inflamação crônica das vias aéreas, causando broncoconstrição (estreitamento dos brônquios). É desencadeada pela combinação de fatores genéticos (histórico prévio de asmáticos na família) e ambientais (pó, pólen, ácaros, fungos, pelos, fumaça, aerossóis, poluição, etc). Seus sintomas são recorrentes e englobam tosse, chiado no peito e episódios de extrema falta de ar. Para tratar a asma, faz-se uso de medicação broncodilatadora (as conhecidas “bombinhas”) e anti-inflamatória, em conjunto com o controle dos fatores ambientais agravantes do quadro.

Ainda não se sabe se é possível prevenir-se contra a asma (levando em conta seu caráter de determinação genética), mas estudos indicam que controle da exposição do indivíduo à fumaça do tabaco desde o período pré-natal reduz as chances de desenvolver a doença.

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